Solta tão abruptamente, Helena começou a tossir e a ofegar violentamente.
Seu corpo tremia todo com a tosse, como uma folha fraca ao vento. Demorou um bom tempo até que ela sentisse a respiração voltar ao normal.
Contudo, como se ignorasse por completo o nojo que Alípio sentia por ela, jogou-se desesperadamente em sua direção e abraçou a cintura dele com força, feito alguém que se afoga agarrando a última tábua de salvação.
— Alípio, eu sabia que você não teria coragem de me deixar morrer, Alípio...
Helena balbuciava palavras desconexas, e, antes mesmo que terminasse, foi empurrada bruscamente por Alípio, sem a menor piedade.
Helena perdeu o equilíbrio de imediato, cambaleou várias vezes e, por fim, caiu pesadamente no chão.
Ela esfolou as palmas das mãos, e uma dor aguda espalhou-se pelos joelhos. Mas parecia nem notar, apenas encarava Alípio perplexa, com os olhos transbordando aflição.
— Helena! Com que intenção você mandou aqueles bonecos amaldiçoados para a Ema recentemente?! Com que intenção usou o celular de Zenobia para enganá-la e levá-la ao hotel?! E antes disso tudo, com que intenção subornou Pérola Serpa para prender a Ema no vilarejo durante a noite inteira?!
Ao se recordar de cada um desses episódios, uma bola de fogo alojou-se no peito de Alípio. Com os olhos arregalados de fúria, ele a questionou severamente.
— Não, Alípio! Não fui eu quem fez isso, não fui eu! — Sentada no chão, Helena começou a tremer incontrolavelmente ao ouvir essas palavras e gritou a plenos pulmões, aos prantos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos