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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 376

Quando Alícia acordou, ao entrarem novamente na fronteira, viu-se mais uma vez presa à força nos braços de Kylen.

No início, ela se debateu, mas ainda sob os efeitos do álcool, mesmo estando em grande parte sóbria, não conseguiu resistir à exaustão física e logo adormeceu de novo.

Kylen abraçou a mulher em seus braços, seus dedos longos desfazendo o coque meio frouxo dela. Ele amarrou sua própria gravata no pulso de Alícia e deixou que seu olhar percorresse o rosto dela sem qualquer restrição.

Não importava quanto tempo passasse, ela continuava igual àquele ano: quando não encontrava um elástico de cabelo, usava a gravata dele para prender os fios.

O helicóptero rasgava o céu.

Em mais duas horas chegariam à Cidade Linvar.

Kylen apertou-a contra si e abaixou a cabeça para beijar sua testa.

— Para de brincadeira... — Em meio ao sono, Alícia moveu inconscientemente o rosto encostado no peito dele, murmurando com os lábios entreabertos.

— Meu Kylen.

O braço de Kylen ao redor dela ficou tenso.

Ele franziu a testa, apertou-a com mais força em seus braços e voltou a beijar sua testa e o topo de sua cabeça.

— Alícia, não se lembre.

O helicóptero pousou no heliponto do Jardim Sombrio, e Kylen desceu carregando Alícia nos braços.

O Jardim Sombrio, imerso na calada da noite, estava excepcionalmente silencioso.

General, o cachorro que dormia dentro de casa, de repente ouviu o som das hélices. Ele ergueu as orelhas e correu para fora, avistando um helicóptero negro sob a luz do luar.

Ao ver quem Kylen carregava nos braços, seus olhos brilharam, e ele disparou abanando o rabo.

No entanto, antes mesmo que pudesse se aproximar de Alícia, Kylen lançou-lhe um olhar severo.

O latido que General estava prestes a soltar foi engolido a seco, restando apenas um ganido baixinho e contido.

Curioso, General olhou ao redor e acompanhou Kylen com passos leves até o casarão principal.

— Sim, Senhor Kylen.

Depois de observar o carro de Kylen se afastar do Jardim Sombrio, o Sr. Batista olhou para a direção do segundo andar.

A luz da lua entrava no quarto pela fresta das cortinas que não estavam totalmente fechadas.

Alícia repousava sobre a cama azul-escura, as bochechas ainda com um leve rubor que não havia sumido.

A porta dupla do quarto foi aberta pelo lado de fora. General levantou-se agilmente do chão, mas, ao reconhecer quem era, voltou a se deitar ao lado da cama.

O Sr. Batista aproximou-se, puxou a coberta que havia escorregado quando Alícia se virou e cobriu-lhe os ombros. Depois, foi até a janela panorâmica, fechou bem as cortinas e, só então, saiu do quarto.

...

Após sair do Jardim Sombrio, Kylen foi de carro até o hospital. O menino já estava dormindo e, através do monitor, ele observava o semblante da criança, que piorava cada vez mais.

— O menino dormiu o dia todo. Só acordou no fim da tarde, tomou cento e cinquenta mililitros de leite e não comeu mais nada. — O médico, ao lado dele, relatava o estado da criança.

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