No início da manhã, Alícia acordou bem cedo, deu uma rápida ajeitada e seguiu para a área de terapia intensiva no último andar.
Apesar de quase não ter pregado os olhos na noite anterior.
Ainda assim, ela fingiu estar dormindo para não levantar suspeitas dos outros.
O mais importante era que o simples pensamento de ver o filho, de poder abraçá-lo e dar seu leitinho, enchia-a de expectativa e de um desejo genuíno de continuar vivendo.
Ela não queria se ver como uma paciente.
Ao sair do quarto, puxou as mangas da blusa para esconder os curativos nos pulsos.
Não muito longe dali, Vinicius Costa observou-a entrar no elevador antes de bater na porta do quarto de Kylen Lourenço. Ele abriu a porta e entrou.
— A Sra... a Sra. Serra foi ver o Alan.
Kylen abotoou a camisa de seu traje de hospital.
— Hum.
Vinicius o seguiu um passo atrás ao deixarem o quarto. Enquanto esperavam o elevador, ele fez seu relatório a Kylen:
— Ontem, Eder Vargas não demonstrou nenhum movimento suspeito após retornar à universidade. Depois das reuniões e das aulas, ele foi direto para casa. Ele sempre foi uma pessoa muito reclusa e sem muita vida social.
Como já era esperado, Kylen mantinha uma expressão gélida.
— Eder é extremamente astuto. Mesmo que tenha segredos sombrios, ele não se entregaria tão rápido. Mande alguém vigiá-lo em segredo.
— Sim, senhor.
O elevador chegou ao último andar. Kylen saiu e olhou para a pesada porta do Quarto de Isolamento que se fechava lentamente. Alícia caminhava passo a passo lá dentro, sem se esquecer de verificar se o traje de proteção estava devidamente vestido.
Ele parou e ficou observando em silêncio a feição concentrada dela.
A porta se fechou por completo, e a silhueta delicada de Alícia logo desapareceu de vista.
Kylen recolheu o olhar e caminhou em direção ao escritório do médico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!
Não tem mais capítulos???...