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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 156

As palavras de Henrique aliviaram um pouco o coração de Carolina.

— Da próxima vez, escolha melhor as amizades. — Disse ele.

— Ok. — Carolina assentiu rapidamente.

Henrique segurou a mão dela e se levantou.

— Vamos sair.

Carolina deixou que ele a ajudasse a se pôr de pé. Na outra mão, ainda apertava o celular com força.

— Hã?

— Vamos ter um encontro. — Henrique pegou a bolsa dela.

Carolina se irritou consigo mesma por ser tão covarde. Não tivera coragem de tomar a iniciativa e, só para ganhar tempo, desviara o assunto para alguém como Marcelo, que acabava com qualquer clima.

Depois disso, era óbvio que já não dava para manter a atmosfera de antes.

— Tá bom. — Respondeu ela, saindo com Henrique.

Eles foram de carro até a região mais movimentada de Porto Velho.

Passearam por várias lojas modernas e cheias de estilo.

Numa Porto Velho tecnologicamente avançada, não faltavam robôs nem protótipos de última geração, exatamente o tipo de coisa de que Henrique mais gostava.

Carolina caminhou ao lado dele, observando tudo, ouvindo suas explicações e descobrindo um pouco mais daquele universo.

Depois de passarem pela área de eletrônicos, seguiram para o shopping.

Assim que entraram numa loja de acessórios, Carolina, de travessura, colocou uma tiara de orelhinhas de coelho na cabeça de Henrique e sorriu com um brilho especial.

Henrique fingiu ficar sem graça, fez charme e deixou que ela tirasse várias fotos para guardar de lembrança.

No shopping, havia um fliperama. Compraram um monte de fichas e foram se divertir juntos. Passaram pelos simuladores, enfrentaram zumbis, tentaram a sorte nas máquinas de garra e se divertiram tanto que perderam a noção do tempo.

No fim, não conseguiram pegar nem um bichinho sequer.

Quando Carolina viu outros casais saindo com sacolas cheias de pelúcias, seus olhos se encheram de inveja.

Henrique foi direto ao balcão comprar mais fichas. Carolina ainda tentou puxá-lo de volta, mas não teve a menor chance.

Teimoso como só ele, gastou uma pequena fortuna em fichas e, no fim, conseguiu pegar uma capivara de pelúcia.

No instante em que Carolina a recebeu, seu rosto se iluminou. Tomada pelo entusiasmo, ela se jogou nos braços dele e lhe deu um beijo estalado na bochecha.

Só então Henrique se deu por satisfeito.

O dinheiro que tinham gasto na máquina daria para comprar várias pelúcias iguais àquela, mas isso não importava. O que realmente valia era a alegria daquele momento, o carinho por trás daquilo e isso dinheiro nenhum podia comprar.

Depois que saíram do fliperama, compraram um suco e dividiram a bebida.

Caminharam, conversaram e riram de tudo, como se tivessem voltado aos tempos da faculdade: leves, despreocupados e felizes.

Ao entardecer, Henrique a levou de mãos dadas até uma concessionária sofisticada de carros nacionais.

Carolina franziu a testa, confusa.

— Você vai trocar de carro?

Carolina entrou em pânico e balançou a cabeça às pressas.

— Não é isso.

O olhar de Henrique escureceu.

— Você sabe o que significa, para um homem, a mulher que ele ama não querer gastar o dinheiro dele?

As palavras dele encheram Carolina de culpa.

Ao lado, aflito ao ver a cena, o vendedor não resistiu e se meteu na conversa:

— Pois é, moça. Seu namorado é tão bom para você, querendo lhe dar um carro. Você devia ficar feliz e aceitar o amor dele de coração aberto, não rejeitar.

Henrique voltou a segurar a mão dela.

— Vamos. Vamos escolher um.

Com a outra mão, Carolina tornou a puxar a manga dele.

— Rick... Quando a gente se casar, você me dá esse carro, pode ser?

— Casar? — Henrique ficou imóvel por um instante.

Seus olhos negros e profundos brilharam como estrelas, intensos e arrebatadores.

Quando voltou a falar, já não conseguiu esconder a emoção na voz.

— Você está dizendo... Que vai se casar comigo?

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