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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 215

— Tia dele? E quem essa mulher pensa que é pra se meter tanto na vida dos outros? — Luana tremia de raiva. O peito subia e descia com força, e a mão fechada em punho mal parava quieta. — Que ódio. E eu ainda achando que o Henrique fosse um homem decente. No fim, não passa de um frouxo sem caráter. Desde a faculdade brinca com os seus sentimentos, depois obedece à tia e te abandona duas vezes. E ainda acha que, te dando um pouco de dinheiro, pode apagar todo o mal que te fez?

— Não foi assim, mãe. Para de inventar coisa... — Carolina já se sentia exausta só de ouvir aquilo. Enquanto falava, tentou conduzi-la de volta para o quarto. — Não se mete nisso. Cuida da sua saúde primeiro. O médico disse que você precisa de repouso, que não pode passar raiva.

Luana soltou o braço da filha e se virou na direção oposta, decidida a sair.

— Não. Eu não vou engolir isso. Vou atrás dessa família Queiroz exigir uma explicação.

Carolina perdeu a paciência. Agarrou o braço da mãe e disparou:

— Fui eu que terminei com o Henrique. Das duas vezes. Fui eu que não quis mais. Você vai cobrar satisfação pelo quê?

— Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? — Luana não comprava uma palavra do que a filha dizia e continuava presa à própria versão dos fatos. — O Henrique com certeza fez alguma coisa horrível com você. Senão, por que teria te dado dinheiro? Brincou com os seus sentimentos, largou uns trocados e foi embora, como se isso fosse apagar tudo. Você entrou em depressão duas vezes por causa dele. Chorava todo santo dia, tomava remédio todo santo dia, e foi definhando aos poucos. Quem sofreu nessa história foi você. E, mesmo assim, a tia dele ainda teve a coragem de aparecer no hospital pra dizer aquelas barbaridades. Ela pensa o quê? Que pode pisar na gente?

Carolina já estava no limite, por dentro e por fora.

Ergueu o rosto e soltou um suspiro longo, quente, como se tentasse expulsar tudo o que estava preso no peito. Depois encarou a mãe e falou com firmeza, sem deixar espaço para discussão:

— Mãe, eu vou repetir só mais uma vez: fui eu que terminei com o Henrique. Isso é um fato. Não vai atrás dele. Se você for, a gente volta agora para Porto Velho. A gente interrompe o tratamento e vai embora hoje mesmo.

Por um instante, Luana se conteve diante da firmeza da filha.

A raiva cedeu lugar a um lampejo de razão.

— Está bem... Eu vou te ouvir. Não vou procurar por eles.

Dito isso, virou-se e voltou para o quarto.

Mas a indignação continuava atravessada na garganta.

Por dentro, Luana já fazia planos. Precisava arrumar uma chance de sair escondida do hospital. Tinha de fazer aquela família Queiroz entender que a filha dela era uma mulher direita, não alguém para Henrique usar e largar, muito menos para aquela tia aparecer e humilhar.

O vídeo de Carolina andando pela rua, tomando tacacá e quase vomitando a cada gole, acabou viralizando na internet.

Embora tivesse sido gravado de lado e por trás, sem mostrar seu rosto com clareza, Lívia a reconheceu na mesma hora.

Era ela.

Fim de semana. Sala da casa da família Queiroz.

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