Ao entardecer, o céu tingia tudo com tons avermelhados.
Henrique tinha acabado de sair do trabalho quando recebeu uma ligação do avô, pedindo que ele voltasse para a mansão da família.
O carro atravessou os portões e parou no pátio. Assim que soltou o cinto de segurança, o celular tocou.
Ele pegou o aparelho e olhou a tela. Era uma mensagem de Emerson no WhatsApp.
[Sr. Henrique, a doutora Carolina já começou a trabalhar no meu escritório. Obrigado pelo aviso. Fico lhe devendo um jantar.]
Henrique respondeu na mesma hora.
[Não precisa agradecer. Quanto ao jantar, fica para depois. Só peço que não diga a ela que fui eu quem comentou.]
[Combinado.]
Henrique abriu a porta do carro, fechou atrás de si e seguiu em direção à casa.
De repente, o celular voltou a tocar.
Ele parou no meio do caminho, atendeu e levou o aparelho ao ouvido.
Do outro lado, um homem falou:
— Chefe, o pessoal do condomínio apareceu aqui com a polícia. Disseram que fui eu quem mexeu na câmera de segurança e me fizeram pagar indenização. Foram três mil. O senhor precisa me reembolsar.
Henrique enrijeceu.
— Você não disse que fui eu que mandei fazer isso, disse?
— Relaxa. Danificar câmera de área comum não dá cadeia, no máximo dá multa. Não tinha por que te envolver numa coisa dessas.
Henrique soltou o ar, aliviado.
— Certo. Depois te transfiro cinco mil. O que sobrar fica pelo seu silêncio.
O homem se animou na hora.
— Valeu, chefe! Que o patrão fique cada vez mais rico.
Henrique encerrou a ligação. Enquanto fazia a transferência, empurrou a porta e entrou.
Tinha acabado de concluir quando ergueu os olhos e parou.
A sala estava cheia.
Todos se viraram para ele ao mesmo tempo.
Na poltrona principal, o avô permanecia sentado, ereto, imponente, impondo respeito sem precisar dizer uma palavra.
— Eu e a Daniela já encerramos o noivado. — Henrique a interrompeu, frio. Seu olhar passou por Daniela como uma lâmina. — Ela não contou isso a vocês?
Os pais de Daniela trocaram um olhar. O sorriso dos dois vacilou.
Os dedos de Daniela ficaram pálidos de tanta tensão. Ela abaixou a cabeça, evitando encará-lo.
— Rick, esse casamento... — Tainá tentou insistir.
— Tia. — O canto da boca de Henrique se curvou num sorriso frio. — Desde quando a minha vida pessoal passou a ser decidida pela senhora?
O rosto de Tainá escureceu na hora. Ela bateu a mão com força no braço do sofá.
— Henrique! Então agora você já não tem mais respeito pelos mais velhos? Não sabe mais qual é o seu lugar? E ainda ousa desrespeitar seu avô e seus pais?
Henrique se recostou no sofá, com uma calma quase provocadora. Mas o olhar continuava duro.
— Trazer os pais da Daniela sem nem avisar e ainda usar meu avô e meus pais pra me pressionar... Foi esse o jeito que a senhora encontrou de me obrigar a ceder?
Tainá se levantou de um salto, impondo-se sobre ele com arrogância.
— Em que a Daniela perde para aquela Carolina? Filha de assassino, cheia de truques sujos… E mesmo assim conseguiu te enfeitiçar desse jeito!
— Tia. — O olhar de Henrique ficou feroz de repente, e o ambiente pareceu esfriar. — Cuidado com o que a senhora fala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...