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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 436

Henrique também se levantou e saiu logo depois.

Victor permaneceu onde estava, com o olhar pesado fixo nas costas dos dois enquanto eles deixavam o jardim. Seu rosto estava sombrio.

Lá fora, a noite cobria a vegetação cerrada. Ao longo do caminho estreito, as luzes fracas lançavam um brilho amarelado e opaco.

Henrique caminhava ao lado de César pela trilha sinuosa do jardim.

— Sobre o que você queria falar comigo?

— André, Sabrina e Amanda. Você conhece os três, não conhece?

César soltou uma risada fria.

— Não conheço nenhum deles.

Henrique parou de repente. Tirou o celular do bolso e enviou uma mensagem pelo WhatsApp.

O aparelho de César vibrou.

— Dá uma olhada nesse vídeo. — Disse Henrique.

César pegou o celular e abriu o arquivo. Assim que viu as imagens da câmera de segurança, seu rosto empalideceu.

— Você se encontrou com André no estacionamento subterrâneo. O que entregou naquela sacola? Dinheiro? Pagou para ele dopar a Carolina?

César arrastou o vídeo até o fim. Quando viu que até a cena dele transando com Daniela dentro do carro havia sido gravada pela câmera, sua expressão ficou ainda pior.

— Vai me acusar com base num vídeo ambíguo desses?

Henrique enfiou uma das mãos no bolso e caminhou devagar até parar diante dele.

— André, Sabrina, Amanda... Todos tentaram fazer mal à Carolina. E esse acidente também tem a sua mão, César. Não adianta fingir que não.

César continuava sereno, quase indiferente. Mas seus olhos estavam frios como geada.

— Para acusar alguém, é preciso ter provas.

— Provas? — Henrique soltou uma risada fria, cheia de sarcasmo. — Você queria a Daniela e fez um acordo com ela. Por isso trouxe Amanda para Nova Capital, para atormentar Carolina e forçá-la a ir embora daqui.

Ele deu mais um passo, sem desviar os olhos de César.

— No caso da contaminação da fábrica do Grupo Nogueira Lima, Carolina atrapalhou seus interesses. Então você deu dinheiro e remédio a André, querendo se vingar dela. Queria destruí-la.

O sorriso no rosto de César foi ficando cada vez mais rígido.

Henrique continuou, palavra por palavra, como se já tivesse encaixado todas as peças.

— Depois, você descobriu que Carolina estava grávida. Por causa da recompensa generosa que o vovô prometeu, ficou com medo de que o primeiro bisneto dele acabasse ficando nas nossas mãos. Primeiro, mandou Amanda atropelá-la de moto. Quando o plano falhou, colocou um caminhão na rua para acabar com ela e com o bebê de uma vez.

O sorriso de César endureceu ainda mais. No fundo de seus olhos, surgiu um brilho instável, quase esquivo.

— Carolina tem depressão. Pelo visto, você sofre de mania de perseguição.

A voz de Henrique saiu firme, imponente, cada palavra caindo como um martelo.

— Enquanto aquele motorista não estiver morto, mais cedo ou mais tarde eu vou encontrá-lo.

César fechou o punho de repente. Seu rosto mudou na hora. A respiração ficou um pouco mais pesada, e ele encarou Henrique com um traço evidente de pânico.

— Você está usando satélite para me vigiar?

Henrique respondeu com precisão, em tom severo:

— Estou dizendo tudo isso por um único motivo. Entre pegar você em flagrante e manter Carolina em segurança, eu escolho manter Carolina em segurança. Então, você... Não tente machucá-la de novo. Antes de fazer qualquer coisa suja, levante a cabeça e olhe para o céu.

César rangeu os dentes. Seus punhos continuavam cerrados, e a linha de sua mandíbula se tensionou.

— Satélites públicos... Você se atreve a usar isso para fins pessoais? Não tem medo de eu denunciar você?

Henrique permaneceu absolutamente tranquilo e devolveu a mesma frase:

— Se tiver provas, fique à vontade para denunciar.

O rosto de César perdeu toda a cor.

Ele era leigo no assunto. Henrique, por outro lado, era engenheiro aeroespacial. Quando se tratava de tecnologia de monitoramento por satélite, aquilo nem chegava a ser uma disputa justa.

Era uma derrota técnica em outro nível.

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