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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 289

As mãos de Carolina tremiam tanto que um pouco da água acabou derramando.

Devagar, ela levou o copo aos lábios e tomou um gole.

Doía respirar.

Doía engolir.

Depois daquele único gole de água morna, pousou o copo no chão, ao seu lado, abraçou as pernas dobradas e enterrou o rosto nos joelhos.

Enrico deu dois tapinhas leves em seu ombro.

— O Rick nunca desistiu de você. Mesmo sabendo que o caso do seu pai não tinha provas suficientes pra ser reaberto, ele ainda me pediu pra investigar tudo em segredo. Ele continuou insistindo esse tempo todo... Então por que você desistiu tão fácil?

As lágrimas que Carolina acreditava já ter secado de vez voltaram a escorrer em silêncio.

Pingaram no chão.

Os ombros dela estremeceram sem parar e, com o rosto escondido entre os joelhos, ela chorou baixinho, presa a soluços que não conseguia conter.

Do outro lado, perto dos bancos do corredor, os membros da família Queiroz estavam sentados juntos.

A tia Tainá perguntou, furiosa:

— Como foi que o Rick sofreu um acidente desses? Como aquele motorista estava dirigindo?

Lívia fungou antes de responder:

— A culpa não foi do motorista. Na verdade, ele também acabou sendo vítima nessa história. Foi o meu irmão que não prestou atenção, saiu correndo feito louco e atravessou a avenida de qualquer jeito.

Tainá ficou em choque.

— Mas por quê?

Lívia abaixou a cabeça.

— Porque a Carol estava indo com o Cláudio pro cartório registrar o casamento. Ele entrou em pânico.

— De novo essa Carolina... — Tainá cerrou os punhos e disparou entre os dentes: — Até quando essa garota ainda vai destruir o Rick...?

Nem conseguiu terminar.

Augusto a interrompeu com severidade:

— O Rick desrespeitou as regras de trânsito. O que isso tem a ver com a Carol? Não jogue tudo nas costas da menina só porque é mais fácil.

Tainá engoliu a raiva, mas ainda lançou um olhar cortante para Carolina, encolhida no canto.

Saulo, com o rosto carregado de preocupação, murmurou para si mesmo:

— No fim, ele é que pagou o preço. A culpa é minha.

Vanessa enxugou as lágrimas do canto dos olhos e perguntou, com a voz embargada:

— Amor... O que você quer dizer com isso?

Saulo balançou a cabeça.

— Nada.

Nesse momento, a porta da sala de cirurgia se abriu, e o médico saiu.

Quase todos avançaram ao mesmo tempo. Tainá também ajudou Augusto a se aproximar e, em poucos segundos, o médico ficou cercado pela família inteira.

Só Carolina continuou no mesmo canto.

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