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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 324

O coração de Carolina afundou de uma vez.

Não houve alegria, muito menos empolgação.

Só desorientação. Só inquietação.

Henrique, de repente, falando em casamento...

Será que ele tinha decidido escolhê-la em vez da própria carreira?

Ou queria apenas arrancar dela uma resposta definitiva?

— Foi o que seu primo disse que mexeu com você? — Carolina não respondeu ao pedido de casamento de forma direta. De jeito nenhum ela podia comprometer o futuro profissional dele. — Na verdade, você não precisa se importar com o que ele fala. Ele só tem implicância comigo. Acha que eu não sou boa o bastante pra você, só isso.

— Carol... Esta é a terceira vez que eu te peço em casamento. — A voz de Henrique saiu rouca, áspera, como se cada palavra arranhasse a garganta ao sair. — E também vai ser a última. Não vai ter uma quarta vez.

Carolina assentiu de leve.

Ficou em silêncio.

Ela sabia.

Casamento exigia impulso.

E, no caso dela e de Henrique, exigia ainda mais que isso: um impulso cego, desesperado, capaz de atropelar tudo.

Porque, se os dois parassem para pensar com calma, esse casamento nunca aconteceria.

Henrique a encarava com um olhar ardente, intenso, esperando a resposta.

Carolina apenas abriu um sorriso amargo.

— Rick... Casar, não. Mas também não quero me separar de você.

— Você quer ter filhos?

— Não.

Porque a criança já viria ao mundo sem o lugar que merecia, carregando desde o começo um peso injusto.

E isso não só comprometeria a futura promoção de Henrique, como também afetaria a vida do próprio filho.

Henrique virou o rosto e passou a encarar, em silêncio, a vegetação ao lado.

A solidão em seus olhos se adensou, como se ele estivesse sendo tragado, pouco a pouco, por um abismo sem fim.

Depois de alguns instantes, disse apenas, num tom neutro:

— Vamos voltar pra almoçar.

— Tá bom.

Carolina se levantou, deu a volta até ficar atrás da cadeira de rodas e o empurrou para dentro.

Assim que entrou na casa ampla, inundada de luz, o ar-condicionado trouxe alívio imediato ao corpo abafado de Carolina. Mas o coração continuou pesado, quente de um jeito incômodo, incapaz de esfriar.

Só os dois à mesa.

Três pratos e uma sopa.

A brisa entrava pela janela, balançando de leve as folhas verdes das árvores lá fora, enquanto sombras recortadas de sol se espalhavam pelo interior da casa.

O clima à mesa era de puro silêncio.

Estavam tão perto um do outro e, ainda assim, pareciam separados por uma galáxia inteira.

Carolina não sabia o que o futuro lhes reservava.

Mas, naquele momento, havia uma coisa de que tinha certeza.

Henrique não conseguia abrir mão dela.

Quando estavam juntos, tudo parecia instável, incerto, como se a qualquer momento ela pudesse escapar de suas mãos e deixá-lo à mercê da insegurança e do medo de perdê-la.

Quando estavam separados, só restavam arrependimento, desejo frustrado e uma dor quase insuportável.

Essa era a realidade dos dois.

Uma realidade que nenhum deles conseguia mudar.

À noite, Carolina ajudou Henrique a tomar banho.

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