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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 347

Com aquela camisola branca, leve, quase etérea, desenhando suavemente as curvas do corpo… os cabelos soltos sobre os ombros, o rosto bonito tingido de timidez… E ainda escondendo alguma coisa nas mãos… Parada havia tanto tempo na porta do quarto dele.

Não precisava de muito para entender o que ela queria.

Era como um patinho já assado voando direto para a boca… Como ele deixaria escapar?

A voz de Henrique saiu baixa, com um toque de diversão contida. Apoiado na bengala, ele avançou um passo.

— Carol… Você acha mesmo que, desse jeito, eu não consigo te alcançar? Veio até aqui só pra me provocar?

— Não estou provocando.

— Então entra logo.

— Melhor não. Sua perna ainda não sarou.

Por um segundo, Henrique quase largou a bengala e foi atrás dela. Respirou fundo, segurando o impulso, e falou mais baixo, tentando se controlar:

— Não tem problema.

— Eu tenho medo de te machucar de novo.

— Não vai acontecer.

— Espera mais dois meses… O médico não disse que uma lesão no fêmur leva pelo menos três meses pra sarar?

Dois meses.

Para Henrique, aquilo parecia uma eternidade. Cada segundo se arrastava, lento e irritante.

Ainda mais com ela ali… Daquele jeito.

Aquele rosto, aquele corpo… Já tinham acabado com qualquer resto de autocontrole. O sangue parecia correr mais quente nas veias.

Se ela não entrasse naquele quarto… Como ele ia conseguir dormir?

Ele entreabriu os lábios e soltou um suspiro quente, tentando conter a inquietação.

— Tá bom… Boa noite.

E fechou a porta.

Carolina também soltou o ar, aliviada, e se virou para voltar para o quarto.

De repente...

— BAM!

Um som seco veio de dentro.

Ela congelou na hora. O coração disparou. Virou-se rápido e bateu na porta.

— Rick… O que aconteceu?

Silêncio.

Nada.

O pânico veio na mesma hora. Sem pensar, girou a maçaneta e entrou às pressas.

Assim que cruzou a porta, a primeira coisa que viu foi a bengala caída no chão.

Olhou ao redor.

Nenhum sinal dele.

Nesse instante...

Henrique levou as mãos ao rosto dela, subindo pelos maxilares até segurar atrás das orelhas, erguendo o rosto com cuidado.

— Por que não falou comigo antes?

Carolina sustentou o olhar dele, o coração acelerado.

— Falar o quê?

— Eu já tenho vários aqui no quarto.

Ela arregalou os olhos.

— Desde quando você preparou isso?

O pomo de Adão dele subiu e desceu devagar. A voz saiu baixa, rouca, quase um sussurro:

— No segundo dia depois que você se mudou… Comprei pela internet.

Carolina acabou rindo, entre irritada e sem saber o que dizer. Mordiscou o lábio inferior, encarando aqueles olhos intensos, sem resposta.

Ela mal tinha chegado… E ele já tinha pensado em tudo.

Será que ele vivia pensando nisso?

A ponta dos dedos de Henrique roçou de leve os lábios dela. O olhar profundo, a voz suave:

— Carol… Só uma vez já basta. Com calma, sem exagero… Eu não vou me machucar.

Diante de um pedido tão direto, e tão sincero...

Carolina cedeu.

E assentiu.

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