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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 348

Uma luz suave, em tons de laranja quente, envolvia o quarto, criando uma atmosfera difusa, quase enevoada.

O ar-condicionado marcava vinte e cinco graus. A porta estava trancada, as cortinas totalmente fechadas. Sob a luz do abajur, as sombras tremulavam de leve, instáveis.

Carolina quis apagar a luz.

Henrique não deixou.

Por mais experiência que tivesse, por tudo que já tinha vivido… Em certos aspectos, ela ainda era reservada, quase conservadora.

Era impossível não sentir vergonha.

Ainda mais tendo sido ela a tomar a iniciativa.

A timidez e a tensão ficavam ainda mais evidentes.

As mãos dele seguravam sua cintura fina, macia.

Os olhos escuros de Henrique brilhavam intensos, fixos nela, sem desviar.

Lá fora, a noite era apenas um borrão silencioso.

O som dos insetos vibrava no ar. A brisa quente de verão atravessava o jardim, passando pelas árvores altas. Os galhos balançavam devagar, como embalados por um vento persistente, quase insistente como se quisesse, aos poucos, arrancar as folhas secas.

Naquela noite…

Eles mal dormiram.

Na manhã seguinte, o sol já brilhava forte.

Carolina estava exausta. O corpo pesado, sem vontade de sair da cama.

Henrique sabia exatamente como levá-la ao limite. A lesão na coxa praticamente não o atrapalhava. Mesmo sem exageros, a resistência dele parecia intacta.

Quase não tinham dormido.

Ainda assim, ele acordou cedo.

Sentado à mesa de trabalho, já estava desperto, cheio de energia, concentrado no que fazia.

Carolina abriu os olhos, ainda sonolenta, e virou levemente o rosto para observá-lo.

Sentiu o peito aquecer.

Sob as cobertas, o corpo também permanecia quente.

As lembranças da noite anterior vieram de uma vez. A cama, os travesseiros, os lençóis… Tudo ainda carregava o cheiro dele, um aroma envolvente, como se ela ainda estivesse sendo abraçada.

Antes, era a depressão que a prendia.

Não conseguia dormir. Nem se levantar.

Agora…

Era porque não queria sair da cama dele.

Ela se mexeu devagar sob o cobertor.

Henrique percebeu pelo canto do olho. Sem tirar a atenção do computador, falou com suavidade:

— Acordou?

— Uhum…

A voz saiu baixa.

Segurando o cobertor junto ao corpo, ela se sentou devagar. Uma mão apoiada no peito, a outra tentando ajeitar os cabelos bagunçados, enquanto o observava.

A distância entre a cama e a mesa era grande.

Mas, quando os olhares se encontraram...

O ar pareceu esquentar.

As bochechas de Carolina ganharam um leve tom rosado. Ela desviou o olhar e começou a procurar as roupas.

Encontrou a camisola e a roupa íntima ao pé da cama. Vestiu-se rápido, calçou os chinelos e, ainda arrumando o cabelo com as mãos, entrou no banheiro.

Diante do espelho, parou.

Observou o próprio reflexo.

O rosto ainda corado… Mas o olhar estava diferente.

Mais leve. Mais vivo.

Ainda magra, sim.

Mas, pelo menos agora…

Parecia bem.

Talvez devesse dormir mais vezes com Henrique. Quem sabe isso ajudasse na recuperação.

Às vezes, o afeto parecia mais eficaz que qualquer remédio.

Se fosse um quadro leve, talvez já estivesse curada.

Mas o dela era grave.

Não era algo que desaparecia sozinho.

Ainda precisava de medicação. De acompanhamento.

Carolina respirou fundo, abaixou o olhar e abriu o armário sob a pia.

E se surpreendeu.

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