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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 351

Carolina entrou em casa puxando a mala, com Larissa logo atrás.

Na sala, Henrique estava no sofá, lendo em silêncio enquanto esperava por ela para o jantar.

Bastou ver a mala nas mãos de Carolina e Larissa ao lado dela para entender, na mesma hora, o que tinha acontecido.

Carolina se aproximou, hesitante.

— Rick, a Lari...

Ele fechou o livro antes que ela terminasse e respondeu, com tranquilidade:

— Faz o que achar melhor.

Carolina sorriu de leve. Não precisava de mais nada.

Virou-se para Larissa:

— Vem, vou te mostrar o quarto. Pode deixar suas coisas lá.

Larissa entrou de vez e fez um aceno discreto para Henrique.

— Obrigada, Henrique.

— Fica à vontade. Qualquer coisa, pode falar direto comigo.

— Tá...

Ela apertou os lábios, tentando segurar as lágrimas.

No quarto, Carolina ajudou a organizar a bagagem e, quando ficaram a sós, perguntou o que tinha acontecido.

Sentada na beira da cama, Larissa amamentava o bebê enquanto falava, em voz baixa:

— Ele não aceitou o divórcio. Ficou insistindo que não me traiu, que não tem outra mulher... Até disse que eu podia continuar em Nova Capital com o bebê. Lá em Porto Velho, ele ia contratar uma babá pra cuidar da mãe dele.

Ela baixou o olhar por um instante.

— Por causa do meu filho... Eu quase dei mais uma chance.

Um sorriso amargo apareceu no rosto.

— Mas aí a Vitória ligou, desesperada, dizendo que a filha tinha sumido. Eu falei que isso era caso de polícia e que ele não tinha que se meter. Ele surtou, disse que eu era fria, sem coração... Saiu de manhã e não voltou até agora.

Respirou fundo, como se finalmente tomasse uma decisão definitiva.

— Chega. Eu não vou mais aguentar isso. Vou embora com meu filho. O divórcio... Que aconteça quando tiver que acontecer.

O peito de Carolina pesou.

Ela se sentou ao lado dela, segurou sua mão e fechou os olhos por um instante, tentando se recompor. Sentia-se péssima.

Percebendo o tremor, Larissa perguntou baixinho:

— Carol... Você tá melhor?

Carolina pareceu voltar à realidade. Soltou a mão dela, forçou um sorriso.

— Depois que voltei pro Rick, melhorei bastante.

Larissa olhou para a mão dela.

— Ainda tá tremendo.

Carolina tentou disfarçar:

Assim que entrou, Leandro começou a desabafar, falou do casamento, das dificuldades, da falta de compreensão de Larissa.

Quando terminou, ainda tentou levá-la de volta, junto com o bebê.

Henrique não disse nada durante todo o relato.

Leandro passou a mão no rosto, exausto.

— Rick... Chama a Lari pra mim. E me ajuda a convencer ela também. Diz pra ela parar com essa história de divórcio. Eu não aguento mais.

Henrique ficou em silêncio por alguns segundos. Depois, falou frio, direto:

— Não vou me meter entre você e sua esposa. Mas tem uma coisa que precisa ficar clara: se você pretende continuar dividido entre sua ex e sua mulher... Nossa amizade acaba aqui.

— O quê? — Leandro arregalou os olhos. — Como assim?

Henrique manteve o tom calmo, quase impassível:

— A gente não pensa igual. Não faz sentido continuar do mesmo lado.

Leandro perdeu a paciência. O peito subia e descia com força enquanto ele tentava se conter.

— Então agora todo mundo resolveu implicar com isso? Minha mulher já faz escândalo porque eu ainda falo com a Vitória, e agora você também?

Ele deu um passo à frente, exaltado:

— Eu conheço a Vi desde criança. A gente namorou por anos. Não tem mais nada entre a gente, mas existe história, existe vínculo! Ela se divorciou, tá criando sozinha uma filha autista... A vida dela é um caos. Eu só ajudo de vez em quando. Qual é o problema nisso?

Ele encarou Henrique, desafiador:

— Se fosse você... O que faria?

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