Carolina pegou o celular e mandou uma mensagem para Enrico.
[Enrico, preciso de um favor.]
A resposta veio algum tempo depois.
[Pode falar.]
[Você consegue me colocar dentro da fábrica química do Grupo Nogueira Lima?]
[Tranquilo. Quando?]
[Qualquer dia nesses próximos três dias. Mas tem que ser às quatro da manhã.]
[Por que tão cedo?]
[Porque é esse horário que eles despejam a água contaminada.]
[Beleza. Depois de amanhã.]
[Obrigada.]
[Você é da família. Nem precisa agradecer.]
O sol já estava se pondo, tingindo o céu de vermelho e dourado.
Carolina ajeitou a bolsa no ombro e saiu do escritório.
Mal atravessou a porta principal quando André apareceu de repente, parando bem na frente dela. O sorriso era suave, mas carregado de provocação.
— Carolina… A audiência do caso da Nogueira Lima já deve estar chegando, né? Acha mesmo que vai ganhar?
Ela curvou levemente os lábios.
— Claro.
André soltou uma risadinha debochada.
— Já perdeu todas as provas… Vai ganhar como? Na lábia? Ou com esse rostinho, tentando encantar o juiz?
Os punhos de Carolina se fecharam.
Ela segurou a raiva. O olhar ficou frio.
Nunca tinha visto um colega tão desprezível.
Não conseguiu conquistá-la… Então partiu para o ataque.
Gente assim enxerga sujeira em tudo.
E ainda assim virou advogado.
Carolina sorriu, calma.
— Não sabia que, quando o advogado André perde um caso, ele apela pra vender o próprio corpo e ficar piscando pro juiz. Obrigada pela dica… Quem sabe eu testo.
Assim que reconheceu Larissa, Carolina sentiu o peito apertar. Freou o carro, abriu a porta e desceu às pressas.
Ao vê-la naquele estado, abatida, desamparada, com o bebê no colo diante da sua casa, doeu na hora.
— Lari…
Ao ouvir a voz, Larissa se virou. Assim que a viu, os olhos se encheram de lágrimas.
— Carol… Eu tava aqui, sem saber se tocava a campainha… E você apareceu…
— O que aconteceu?
Larissa tentou sorrir, mas não conseguiu esconder o abatimento.
— Eu não tenho ninguém na Nova Capital… Não tenho pra onde ir. Com o bebê, é complicado ficar em hotel… Queria saber se posso ficar uns dias com você… Só um tempo, até eu me ajeitar.
Carolina se aproximou, pegou a mala, olhou para o bebê, fofinho, de bochechas redondas, e depois voltou o olhar para Larissa, percebendo de perto o cansaço e o desamparo.
— Claro que pode. Mas preciso falar com o Rick antes, tá? Vamos entrar primeiro, depois a gente resolve isso.
— Tá…
Larissa enxugou as lágrimas discretamente, ainda insegura. Forçou um sorriso e entrou com Carolina.
As duas seguiram para dentro da casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...