Entrar Via

Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 356

Em seguida, ele se afastou alguns passos, fez uma ligação e voltou poucos minutos depois.

— Seu nome… E o número do distintivo?

— Enrico Queiroz. O número é…

Bruno repetiu tudo ao telefone. Ficou em silêncio, escutando. Aos poucos, o rosto perdeu a cor. Quando desligaram do outro lado, ele ainda permaneceu imóvel por um instante, olhando para Enrico como se não entendesse o que estava acontecendo.

Engoliu em seco. A postura firme de antes simplesmente desmoronou.

Virou-se para o segurança:

— Abre o portão.

Ao lado, Carolina soltou o ar que nem percebia que estava prendendo. Pelo visto, o tão falado "guarda-chuva" do Grupo Nogueira Lima não era tão à prova de falhas assim.

Foi assim que Enrico entrou na fábrica química, ao lado dela, sem esconder nada. Alegando suspeita de produção ilegal de drogas, recolheu amostras da água residual e do solo, além de seguir a tubulação para rastrear o destino do esgoto.

Desta vez, as provas eram muito mais numerosas, e sólidas, do que na invasão clandestina anterior.

Trabalharam sem parar até o amanhecer.

Na saída, Carolina passou por Bruno. Ele a encarou com os olhos gelados, tomado pela raiva.

— Doutora Carolina… Você joga pesado.

Ela apenas esboçou um sorriso.

— Agora estamos quites, Bruno.

O olhar dele escureceu.

— Tirar o sustento de alguém é quase como matar os próprios pais. Não tem medo de morrer, doutora?

Carolina não se abalou.

— Você despejou esgoto ilegalmente por lucro e acabou afetando a saúde de dezenas de famílias. Se você não tem medo das consequências, por que eu teria?

Bruno rangeu os dentes.

— Você faz ideia com quem está mexendo?

— Não exatamente. Mas imagino que o sobrenome seja Queiroz… Acertei? — respondeu, tranquila. — Meu marido é Queiroz. O irmão dele também. A família inteira dele é Queiroz. Então me diga: com quem, exatamente, eu estou mexendo?

Quando abriu os olhos, estava deitada numa cama enorme.

O teto acima dela imitava um céu estrelado, trabalhado nos mínimos detalhes. O quarto era amplo, luxuoso, imponente.

Ela se sentou de repente.

A roupa continuava a mesma.

No sofá aos pés da cama, Cláudio a observava.

— Acordou? — Disse, levantando-se com calma. — Você desmaiou durante a audiência. Eu trouxe você pra cá e chamei um médico. Ele disse que o seu estado…

Carolina puxou o cobertor de lado, levantou-se rápido e o interrompeu, irritada:

— Por que você não me levou pra casa ou pro hospital? Onde é que eu estou?

— Na minha casa. No meu quarto.

Ela levou a mão à testa, ainda zonza. Respirou fundo, tentando se recompor, e lançou um olhar duro para ele.

— Cláudio… Afinal, o que você quer?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle