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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 364

A luz suave da manhã atravessava as cortinas, espalhando um brilho difuso pelo quarto.

O ar-condicionado mantinha a temperatura agradável. Carolina despertou devagar, ainda envolvida em um sonho leve, abrindo os olhos aos poucos.

A primeira coisa que viu foi o rosto dele.

Os traços de Henrique eram tão bem desenhados que pareciam esculpidos, firmes, harmoniosos, quase irreais de tão bonitos.

Ele estava deitado de lado, voltado para ela. A respiração tranquila, o semblante sereno, completamente em paz.

O coração de Carolina se apertou.

O amor que sentia por ele era intenso demais para caber em palavras, um amor atravessado por insegurança, por medo. Medo de que, em algum momento, ele pudesse se arrepender da escolha que fez.

Ele tinha aberto mão da possibilidade de ter filhos para ficar ao lado dela, com tudo o que ela carregava.

Se fosse o contrário… Ela sabia que talvez nem fosse capaz de amar assim.

Por isso, no fundo, não tinha coragem de acreditar que aquele amor duraria para sempre.

Só de pensar no futuro, sentia o coração se fechar, como se uma névoa fina e persistente se instalasse por dentro.

Sem perceber, ela ergueu a mão.

Com cuidado, passou os dedos pelas sobrancelhas dele, cheias, bem desenhadas. Seguiu o contorno devagar, sentindo o calor da pele.

Desceu pelo rosto, sentindo a leve aspereza de quem ainda não tinha feito a barba.

Por fim, tocou os lábios dele.

Nariz alto, traços definidos, boca fina, de um tom rosado suave, bonito de um jeito quase discreto, mas irresistível.

Diziam que homens de lábios finos eram frios, distantes.

Claramente, isso não significava nada.

De repente, Henrique ergueu a mão e segurou os dedos dela, que exploravam seu rosto, pressionando-os contra os próprios lábios.

Carolina se sobressaltou.

Ele abriu os olhos devagar. O olhar escuro, ainda carregado de sono, encontrou o dela.

O coração dela falhou por um instante. Veio um leve constrangimento, quase culpa, como se tivesse sido pega em flagrante.

Henrique não disse nada.

A mão quente ainda segurava os dedos dela, enquanto os dois se olhavam em silêncio. Mas não era um silêncio incômodo. Havia algo íntimo ali, suave, quase acolhedor.

Os dois carregavam emoções demais naquele momento.

Um alívio silencioso pelo que já tinham superado e, ao mesmo tempo, um medo discreto do que ainda poderia vir. Como se soubessem que podiam enfrentar qualquer coisa juntos… Mas ainda assim não deixassem de sentir aquele aperto no peito.

Ficaram assim por um bom tempo.

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