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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 369

César soltou uma risada curta, gelada, e virou o rosto para Henrique.

— Curioso… Porque o que você acabou de dizer soou bem ofensivo pra mim.

O olhar de Henrique se fechou. Ele respondeu devagar, marcando cada palavra:

— A representante legal do Grupo Nogueira Lima é sua amante. O dinheiro caiu no seu colo, mas você saiu intacto, sem se expor em momento nenhum. E, se alguma coisa der errado, é ela quem vai acabar carregando tudo sozinha.

— Ué… Você não disse que não entendia dessa sujeira da política e que não se metia nisso? — O rosto de César endureceu de vez.

— Exatamente. Eu não me meto. Mas isso envolve a minha mulher. E, quando envolve a Carolina, eu não fico parado.

Sem alterar o tom, Henrique conduziu a cadeira de rodas até o armário do café. Abriu uma gaveta, pegou uma pasta e a atirou sobre a mesa de centro.

— Dá uma olhada.

César abriu os documentos e começou a folheá-los. À medida que lia, sua expressão ia ficando cada vez mais sombria. No fim, fechou a pasta com força e levantou os olhos para Henrique, com a mandíbula travada.

Henrique sustentou o olhar dele e disse, num tom firme e controlado:

— Então você veio até aqui achando que eu ia convencer a minha mulher a recuar. Só que, neste momento, o único conselho que eu tenho pra te dar é outro: se controla. Eu nunca entro numa briga sem estar preparado.

— Eu te subestimei, Rick.

Tomado pela raiva, César jogou a pasta de volta sobre a mesa. O olhar dele estava pesado, venenoso. Sem dizer mais nada, virou-se e foi embora.

Henrique acompanhou com os olhos as costas dele se afastando. Então ergueu a voz, fria como aço:

— Não encosta na Carolina. Porque, se encostar, mesmo sendo meu primo… Eu acabo com você do mesmo jeito.

César parou no meio do passo.

Ficou imóvel.

Rígido.

Sem nem virar o rosto.

Alguns segundos depois, se voltou devagar para Henrique. Havia um sorriso no canto da boca, mas os olhos estavam frios, carregados de malícia.

— Amante é o que não me falta. Perder uma não muda nada pra mim. Mas você… Você só tem a Carolina. No fim, quem é que tem mais medo de perder?

O olhar de Henrique escureceu por um instante.

— Primo… Quando a gente só tem uma, cuida direito. Pra não acontecer nenhum acidente.

César soltou uma risada seca antes de sair a passos largos.

Os dedos de Henrique se fecharam com força sobre os apoios da cadeira de rodas. Os nós ficaram brancos.

No fim da tarde, Henrique estava sentado no sofá da sala, com o celular na mão, assistindo aos vídeos de Carolina saindo do tribunal, cercada por repórteres e respondendo às perguntas da imprensa.

Do lado de fora, ouviu-se o som de um carro entrando.

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