Carolina saiu do restaurante e foi ao supermercado.
Empurrava o carrinho sem ânimo, escolhendo apenas os itens básicos que faltavam em casa. O supermercado era grande, mas não estava cheio. Ao passar pela área de pães e congelados, abriu a porta do freezer, pegou uma lasanha congelada, hesitou por alguns segundos… E acabou devolvendo ao lugar.
Desde que começara a morar com Henrique, fazia muito tempo que não comia esse tipo de comida pronta.
De repente, uma melancolia pesada apertou seu peito.
O cuidado de Henrique com ela a deixava assustada. Assustada com o medo de se deixar envolver outra vez. As palavras de Antônio ecoavam em sua mente.
Afinal, não foi exatamente por medo de atrapalhar o futuro e a carreira dele que eles tinham terminado naquela época?
Ela caminhava distraída, como se estivesse presa a um dia úmido e cinzento, empurrando o carrinho sem rumo, quando o celular começou a tocar.
Tirou o aparelho da bolsa e olhou a tela.
Era Lari.
Respirou fundo para organizar as emoções antes de atender. Levou o celular ao ouvido e continuou andando.
— Lari, bom dia.
A voz de Larissa soou animada e cristalina do outro lado da linha.
— Carol, tá se acostumando a morar com o Henrique?
— Mais ou menos.
— Tem alguma coisa que incomoda?
— Tem, mas dá pra aguentar.
— Ter um homem em casa realmente não é muito prático. Mas o Henrique parece ter caráter. Acho que ele não faria nada fora da linha.
— Sim.
— Eu lembro que, quando vocês se conheceram, ele te beijou à força. Você até mordeu o lábio dele. Ele ainda tem interesse em você?
— Não tem. Para de inventar coisa.
— Ainda bem. E mesmo que tivesse, ele não ia se atrever a fazer nada com uma advogada.
Carolina não queria continuar falando de Henrique e mudou de assunto.
— E você, como tá se adaptando à vida de casada com o Leandro?
Larissa reclamou sem rodeios.
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