Carolina caminhava em direção à casa, com as sacolas de compras nas mãos.
Ao lado da calçada do condomínio, grandes árvores se alinhavam. A luz do sol atravessava as copas densas, projetando sombras irregulares no chão. Uma brisa leve passou, levantando suavemente os fios de cabelo junto à sua testa e trazendo um frescor quase reconfortante.
— Carol.
A voz masculina, suave e clara, soou atrás dela.
Carolina estacou, tomada pelo susto, e se virou bruscamente.
Antes mesmo de conseguir distinguir o rosto à sua frente, um corpo envolto em um perfume intenso avançou e a puxou para um abraço apertado.
— Surprise. — Disse o homem, animado.
Aquilo não era surpresa. Era um choque.
Carolina o empurrou de leve, tentando se desvencilhar.
Marcelo segurou o rosto dela com as duas mãos.
— Meu amor, tava morrendo de saudade.
Ela esboçou um sorriso amargo.
— Quando você voltou?
— Ontem. Fui ver a Lari primeiro, minha linda. Você tinha mudado de casa, trocado de número. Pedi seu endereço pra ela e vim correndo te ver hoje.
— Vai ficar quanto tempo dessa vez?
— Agora eu voltei pra ficar. — Marcelo passou o braço pelos ombros dela. — Vem, me leva lá pra sua casa. Vamos sentar um pouco, conversar.
Os pés de Carolina pareciam cravados no chão. Ela permaneceu imóvel, claramente contrariada.
— Não. Melhor não ir pra minha casa. Vamos chamar a Lari e marcar algo fora.
Marcelo semicerrrou os olhos, com um sorriso cheio de segundas intenções.
— O Henrique veio trabalhar em Porto Velho, né. E ainda tá morando com você. — Ele riu baixo. — O que foi? Vocês reataram?
— Não. — Carolina balançou a cabeça.
— Ainda bem. — Marcelo a puxou mais para perto, num gesto possessivo. — O homem que você não quis… Já tá na hora de passar pra mim.
Com o braço firme em torno dos ombros dela, ele a conduziu à força para frente.
Carolina voltou a afastar a mão dele, agora claramente irritada.
Marcelo tinha um rosto bonito demais, mais bonito do que o de muitas mulheres. Quando sorria, parecia iluminar tudo ao redor. Vestia-se de um jeito levemente andrógino, sempre impecável, elegante, com uma beleza delicada. Tinha um temperamento dócil, sabia agradar e, acima de tudo, entendia os homens como poucos.
— Marcelo… Eu te imploro, deixa o Henrique em paz.
Carolina nunca tinha sentido tanto medo.
Marcelo franziu a testa, claramente contrariado.
— Você ainda ama o Henrique?
Carolina assentiu.
— Amo. Eu amo ele. — A voz saiu baixa, mas firme. — Dá pra você desistir, por mim?
O sorriso de Marcelo se alargou ainda mais. Ele balançou a cabeça, tranquilo.
— Nada disso. Vamos disputar direito. — O olhar dele ficou afiado. — E você não faz joguinho sujo. Muito menos conta pra ele sobre a minha orientação. O resto… Deixa o Henrique decidir.
Dito isso, ele voltou a passar o braço pelos ombros de Carolina, puxando-a à força para frente.
Irritada, com os nervos à flor da pele, Carolina empurrou a mão dele.
— Solta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...