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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 75

Quando voltaram para o Morada One, já passava das onze da noite.

Assim que entrou em casa, Henrique largou as chaves do carro e o celular sobre o aparador. Calçou os chinelos e se jogou no sofá. Encostou a cabeça no encosto, as pernas abertas, numa postura relaxada demais, quase displicente. Fechou os olhos, claramente exausto.

Carolina fechou a porta, trocou os sapatos e entrou. Ao ver o rosto bonito dele marcado pelo cansaço, uma frase de preocupação subiu até a garganta. Acabou ficando presa ali. Ela hesitou.

— Descansa cedo. — Disse apenas, num tom neutro, e seguiu em direção ao quarto.

— Carolina.

A voz de Henrique a fez parar.

Ela se virou para encará-lo.

Ele não se mexeu. Continuava largado no sofá, os olhos ainda fechados.

— Amanhã acorda cedo e faz meu café da manhã.

Carolina ficou surpresa.

Aquilo não soava como um pedido.

Nem como uma sugestão.

Era uma ordem.

Uma faísca subiu direto à cabeça dela. Carolina passou os dentes de leve pelo lábio inferior e soltou um riso curto, sem humor.

Nem quando eles namoravam ele tinha essa cara de pau toda.

E agora… O que era isso?

— Eu… fazer café da manhã pra você?

Ela refletiu por um momento. Não era exatamente impossível. Ainda assim, o tom, a atitude… Aquilo a incomodou profundamente.

Henrique abriu os olhos, endireitou o corpo e virou o rosto para ela, encarando-a de frente.

— Acordar cedo pra fazer café pra um amigo é tão difícil assim pra você?

Carolina riu de nervoso.

Amigo?

Olha só.

Ele mesmo tinha decidido o cargo dela. E ainda queria subir de patente à força.

Mal tinha assumido o posto e já estava todo abusado.

— Você trata seus amigos assim também? — Perguntou, curiosa de verdade.

Henrique respondeu sem o menor pudor.

— Eu não sou bonzinho com todo mundo. Não sou esse tipo de pessoa. Amigo é assim. Dá pra usar, usa. Dá pra mandar, manda.

— E se eu não fizer? — Carolina respondeu num tom calmo demais, quase provocador. — Vai romper amizade comigo?

Havia, no fundo da voz dela, uma ponta discreta de expectativa.

Henrique fez uma expressão caída, quase de quem estava se queixando da vida.

— Virei várias noites sem dormir direito. Hoje ainda fiquei horas dentro de um avião. Tô morto de cansaço. Amanhã não quero cozinhar café da manhã.

Essa estratégia de se fazer de coitado.

Funcionava mesmo com Carolina.

— Você pode pedir comida. — Ela sugeriu.

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