Quanto mais Larissa pensava, mais inquieta ficava.
— Vai ver ele não conseguiu engolir isso. Resolveu morar com você e depois procurar uma chance de te matar em segredo.
— Para de ver esses casos de crime passional com esquartejamento. — Carolina suspirou. Deitou-se na cama e puxou o cobertor até os ombros. — Vai assistir mais esses mini-dramas de "O CEO mandão se apaixona por mim". Faz bem pra saúde mental.
Larissa caiu na risada. Em seguida, suspirou, tomada por sentimentos confusos.
— Carol, enquanto o caso do seu pai não for reaberto, vocês dois não têm futuro nenhum. Não deixa seu coração cair nisso de novo. Só vai te machucar mais, ouviu?
— Eu sei.
— Ah, outra coisa. — Larissa continuou. — Sua mãe ligou pra mim. Pediu pra te avisar que a namorada do seu irmão tá grávida.
Carolina largou o celular ao lado do travesseiro, fechou os olhos e fingiu descansar. Por fora, parecia calma como água parada. Por dentro, a mente já estava coberta por uma névoa pesada.
Sempre que o assunto envolvia a família, era impossível ficar em paz.
"Se lá atrás eu não tivesse bloqueado minha mãe, meu irmão e a namorada dele, provavelmente já estaria em depressão."
— A ideia da sua mãe é que você volte quando puder pra conversar sobre o casamento do seu irmão. Ela disse que, num intervalo de um ano, não dá pra fazer dois grandes eventos felizes. Então querem que ele se case antes do Ano-Novo, e o seu casamento ficaria pra depois. — Disse Larissa.
Carolina permaneceu em silêncio.
Pela tela, Larissa via Carolina de olhos fechados, imóvel, com um semblante sereno e bonito enquanto dormia… Ou fingia dormir.
— Carol, pegou no sono? Tá me ouvindo?
Os lábios de Carolina se moveram levemente.
— Tô ouvindo.
— Achei que você tinha dormido.
Carolina soltou uma risadinha baixa, quase um escárnio.
Depois de ouvir tudo aquilo, se naquela noite ela não tivesse insônia, já seria lucro. Dormir era impossível.
— E o casamento do seu irmão… — Perguntou Larissa. — O que você pretende fazer?
Carolina respondeu num tom leve, quase indiferente:
— O que mais eu posso fazer? Ele vai se casar, eu sou a irmã mais velha. Dentro do que posso, preparo um presente de casamento digno. O resto, não posso ajudar e também não quero.
Larissa sorriu, entendendo tudo sem que fosse preciso dizer mais nada.
Era exatamente a Carolina que ela conhecia. Tinha humanidade, sim, mas só até certo ponto.
Aquele tipo de pessoa que se sacrifica pelo irmão e abre mão da própria vida não tinha nada a ver com ela.
— Tá certo. — Larissa riu. — Já que é o irmão mais novo da minha melhor amiga, se ele realmente me convidar pro casamento, eu também vou preparar um presente bem decente.
Henrique era do norte. Se ela fizesse macarrão seco pra ele, seria o mesmo que servir miojo logo cedo.
Desde pequena, Carolina nunca foi do tipo que gostava de cozinhar. No dia a dia, também não tinha nenhum entusiasmo pela cozinha.
Fritar um ovo, cozinhar um pouco de arroz, refogar legumes simples… Esse tipo de coisa básica ela ainda conseguia fazer, meio no improviso.
Mas preparar tudo do zero, sovar a massa, abrir, cortar e depois cozinhar uma sopa de macarrão com carne, ovo e legumes, para ela era praticamente um desafio de nível avançado.
Enquanto amassava a massa, xingava Henrique mentalmente mais de uma vez.
"Por que tinha que comer esse tipo de macarrão artesanal? O macarrão seco do mercado não servia?"
Era rápido e prático. Bastava ferver a água, jogar tudo na panela, macarrão, ovo, legumes e carne, cozinhar de uma vez só e pronto. Perfeito.
Depois de quase uma hora de luta, finalmente conseguiu abrir a massa e cortá-la em tiras que, com muita boa vontade, ainda podiam ser chamadas de macarrão.
Carolina colocou água para ferver, tentando lembrar do tutorial que tinha visto na noite anterior numa plataforma de vídeos, misturando aquilo com as dicas rápidas que Larissa havia dado.
Primeiro, cozinhou o macarrão na água fervente, escorreu e passou rapidamente na água fria. Depois, colocou tudo numa tigela e deixou reservado.
Em seguida, esquentou outra panela para fritar os ovos, preparou uma panela separada para o caldo com a carne e, por fim, jogou os legumes para escaldar.
O processo inteiro foi caótico e atrapalhado. Ainda assim, pelo menos à primeira vista, aquilo finalmente parecia uma refeição de verdade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...