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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 99

— Você mesma que vai fazer?

— Esse eu não dou conta. Só dá pra comprar pronto.

Carolina caminhava enquanto ouvia os áudios no WhatsApp, e o sorriso não saía do rosto.

A voz grave de Henrique, fosse em mensagem de áudio ou ao vivo, era sempre assim, fácil de gostar.

Ela fingiu estar decepcionada, alongando o final da frase de propósito:

— Tá boooom…

Henrique perguntou na hora:

— Ficou chateada?

Carolina não queria dar trabalho pra ele. Tinha medo de que, por causa de uma frase solta, ele fosse atrás de vídeo, receita, tutorial, e acabasse passando horas tentando inventar algum doce complicado de amendoim.

— Não fiquei chateada, não. — Disse em voz baixa, agora mais relaxada. — Na verdade, tô até animada. Amanhã é feriado, vai ter queima de fogos na praia. Dizem que ainda vai rolar show de drones.

— Então eu vou com você.

— Deixa pra ver amanhã… — Carolina respondeu. — Nem sei se vou acabar fazendo hora extra.

De cabeça baixa, ela entrou no condomínio, trocando áudios com Henrique, uma mensagem atrás da outra, sem nem esperar chegar em casa.

Na alameda interna, a noite estava envolta em uma penumbra tranquila. Pouca gente passava por ali. Os postes lançavam uma luz fraca, espaçada.

— Carolina!

Um grito repentino cortou o silêncio.

A voz masculina, familiar e carregada de raiva, veio de trás.

O coração dela disparou. Carolina apertou o celular com força e se virou bruscamente.

Era Antônio.

O rosto do homem estava fechado, sombrio. O olhar, carregado de rancor, parecia enegrecer ainda mais sob a luz fraca dos postes.

Com os punhos cerrados, ele avançou na direção dela, tomado pela fúria. A aura agressiva era quase palpável.

Carolina reagiu na mesma hora.

Enfiou o celular no bolso do casaco e levou a mão para dentro da bolsa, segurando firmemente o bastão elétrico.

— O que você quer? — Perguntou, encarando-o com cautela.

— O que deu na sua mãe? — Antônio explodiu, fora de si. — O casamento do seu irmão é agora, dia primeiro de janeiro. Falta menos de um mês. E do nada ela vem dizer que não quer mais o meu dinheiro, que você não quer se casar comigo, que não vai mais te obrigar a nada… E ainda manda eu parar de te procurar.

O tom era de cobrança, misturado a humilhação e raiva.

Carolina, por sua vez, também sentia curiosidade.

Queria saber o que exatamente Henrique tinha dito à sua mãe. O que tinha feito.

Nos últimos tempos, ela não recebera mais nenhuma ligação, nenhuma pressão.

A vida tinha finalmente entrado em um estado raro de tranquilidade, leve, confortável.

Capítulo 99 1

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