O som dos pássaros ecoava pelo acampamento quando abri os olhos. O sol ainda estava baixo no horizonte, tingindo o céu de tons suaves de laranja e dourado. Mas minha mente já estava desperta, completamente lúcida.
Letícia caiu na armadilha.
Levantei-me da cama e caminhei até o notebook. Assim que a tela acendeu, a confirmação estava ali.
Os arquivos que eu havia deixado como isca tinham sido copiados.
Aquela altura, Letícia provavelmente já os teria enviado para as pessoas certas — ou erradas, dependendo do ponto de vista. Ela achava que tinha algo sólido nas mãos, algo que poderia manchar o nome da Sartori publicamente. Mas, no fim, tudo o que ela conseguiu foi cavar a própria ruína.
Graças a Ayla.
Meu peito apertou ao pensar nela.
Eu sabia que ainda tinha muita coisa para resolver. Mas, naquele momento, só havia um lugar onde eu queria estar.
Com Ayla.
Peguei uma blusa qualquer e saí da cabana em passos firmes, caminhando em direção ao lago. A brisa fria da manhã trazia consigo o cheiro de terra molhada, resquícios da chuva da noite anterior.
A barraca dela ainda estava lá.
Aproximei-me devagar, com cuidado para não fazer barulho. Quando me abaixei e deslizei o zíper da entrada, o cenário diante de mim fez meu peito aquecer de um jeito que eu não esperava.
Ayla estava dormindo.
Seu corpo estava encolhido sob o cobertor fino, os cabelos espalhados pelo travesseiro improvisado. Ela parecia tão pequena, tão vulnerável assim.
Eu me deitei ao lado dela, apoiando a cabeça no braço enquanto a observava dormir.
Alguns segundos se passaram antes que seus olhos começassem a se abrir lentamente. O susto veio rápido, os músculos dela se retesando quando me viu ali.
— Nicolas?! — a voz saiu arrastada pelo sono. — O que você está fazendo aqui?
Deixei um sorriso preguiçoso surgir nos meus lábios.
— Cumprindo a sua previsão.
Ela piscou, confusa.
— Minha previsão?
Me inclinei, aproximando meu rosto do dela até sentir sua respiração quente contra a minha pele.
— Você disse que já sabia o que aconteceria se ficássemos sozinhos em uma barraca de camping.
O brilho em seus olhos mudou. O choque deu lugar a algo mais profundo. Algo carregado de lembranças da noite anterior, do desejo contido, do que não foi terminado.
Ayla umedeceu os lábios, hesitante.
— E você? — sua voz saiu num sussurro. — Já decidiu o que realmente sente?
Minha resposta veio em um instante.
— Sim.
Me inclinei sobre ela, roçando a ponta do nariz contra sua pele quente, inalando seu perfume leve. Não havia pressa. Eu queria sentir cada detalhe, explorar cada curva, gravar em mim o jeito que seu corpo reagia ao meu toque.
Meus lábios deslizaram pelo seu pescoço, depositando beijos suaves enquanto minhas mãos percorriam sua cintura, sentindo a pele macia sob os dedos. Ela se arrepiou sob o toque, e eu sorri contra sua pele.
— Você sempre estremece assim quando te toco? — sussurrei contra sua clavícula.
Ayla soltou um riso baixo, mas ofegante.
— Desde a primeira vez.
Meu peito apertou com o desejo de fazê-la sentir muito mais.
Desci os beijos pelo seu colo, deixando uma trilha quente por sua pele até alcançar a alça fina de sua blusa. Segurei o tecido entre os dedos e deslizei-o devagar por seus ombros, expondo sua pele centímetro por centímetro.
Ayla arqueou levemente as costas quando deslizei a blusa completamente para fora, deixando-a vulnerável diante de mim. Seus seios subiam e desciam no ritmo da respiração acelerada, e eu me perdi por um momento na visão de seu corpo entregue à minha frente.
Passei a língua pelos lábios, traçando um caminho lento até um de seus seios. Meu nome escapou em um gemido quando minha boca a envolveu.
— Nicolas…
Aquele som. Meu nome escapando de sua boca assim, carregado de desejo, fez algo dentro de mim ruir completamente.
Meus dedos deslizaram pelo seu ventre, descendo devagar até alcançar a barra do short de moletom que ela vestia. Olhei para ela, pedindo permissão silenciosa, e Ayla mordeu o lábio, erguendo os quadris ligeiramente em resposta.

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