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Amor por Acidente - A Stripper e o Bilionário romance Capítulo 107

— Ayla, você percebe que essa é nossa primeira viagem internacional juntas?

Teri pulou na cama do hotel, empolgada como uma criança no dia de Natal. Eu ri, ajustando minha mala no canto do quarto antes de me jogar ao lado dela.

— Bom, nossa primeira viagem internacional, ponto — lembrei, olhando ao redor do quarto espaçoso com uma vista incrível da cidade.

Era surreal pensar que estávamos ali. Londres. Um lugar que, até pouco tempo atrás, parecia uma realidade distante demais para nós duas.

— O único problema é que não estamos sozinhas! — Teri piscou. — Temos um grupo de adolescentes talentosas sob nossa responsabilidade.

Suspirei, já imaginando a correria que seria administrar tudo isso nos próximos dias.

— Sabe o que isso significa? — ela continuou, animada.

— Que teremos muitas dores de cabeça?

— Errado. — Ela apontou para mim, como se fosse óbvio. — Significa que, já que as meninas vieram, cada uma, com um acompanhante responsável, você terá tempo livre para dar umas escapadas com um certo CEO gato.

Revirei os olhos, mas meu sorriso me denunciou.

— E você?

Ela fez uma careta.

— Como Ricardo não pode vir, terei que me contentar com a companhia de Pedro.

— Imagino o quanto isso te incomoda. — provoquei, rindo.

— Nem me fale. — Teri jogou um travesseiro em mim. — Mas que fique registrado: se ele me irritar, eu jogo ele no meio do Tâmisa.

Caímos na gargalhada antes de finalmente começarmos a nos arrumar.

A manhã transcorreu em um ritmo frenético, entre reuniões, ajustes de cronograma e a supervisão final das meninas no evento. Havia tanto a ser feito que mal tive tempo de respirar, dividindo minha atenção entre orientações, confirmações de horários e pequenas crises que sempre surgem em eventos desse porte. Ainda assim, a animação era palpável no ar — as meninas estavam empolgadas, e vê-las tão motivadas me enchia de orgulho.

Quando a tarde chegou, finalmente tive um momento para mim. E, mais do que isso, tive a chance de escapar com Nicolas para explorar Londres.

Ele já me esperava no saguão do hotel, encostado em uma das colunas de mármore, com as mãos nos bolsos do casaco e aquele olhar tranquilo que me desconcertava. Era impressionante como ele parecia deslocado e ao mesmo tempo pertencente a qualquer lugar que estivesse.

Ao me ver, um sorriso leve surgiu em seus lábios.

— Pronta para fugir?

Soltei um suspiro aliviado.

— Você não faz ideia.

Nicolas estendeu a mão para mim, entrelaçando nossos dedos com naturalidade, como se já tivéssemos feito aquilo um milhão de vezes. O gesto aqueceu meu peito mais do que o casaco grosso que eu usava.

Caminhamos para fora do hotel, e o ar frio de Londres nos envolveu de imediato. Apertei o cachecol ao redor do pescoço e olhei para ele, impecável como sempre.

— Você sabe que pode se vestir mais confortável, né? — perguntei, divertida.

— Eu estou confortável — ele respondeu, ajeitando o relógio.

— Você parece pronto para fechar um contrato milionário, não para passear comigo.

Ele ergueu uma sobrancelha, olhando para mim de cima a baixo.

— E você parece saída de um catálogo de moda.

— A diferença é que eu estou preparada para o clima.

Nicolas bufou, mas aceitou meu cachecol quando ofereci, mesmo que a contragosto.

Nosso primeiro destino foi a Tower Bridge, uma das pontes mais famosas do mundo. O vento frio soprava forte ali, e quando paramos para admirar a vista, Nicolas passou os braços ao redor da minha cintura, me puxando para perto dele.

— Não posso acreditar que você nunca saiu do Brasil antes — ele comentou.

— Pois acredite.

— E o que está achando?

Sorri, observando os barcos passando pelo Tâmisa.

— É lindo.

Ele beijou o topo da minha cabeça.

— É mesmo.

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