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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 35

Violet

Eu mal conseguia acreditar no que acabara de acontecer. Damon enfrentando Emmet? Ele desafiou meu irmão como ninguém fora da nossa família jamais ousou fazer. Eu ainda estava processando, tentando entender se aquilo realmente tinha acontecido. Emmet sempre foi o tipo de pessoa que intimidava qualquer um com um único olhar. Mas Damon... Ele não hesitou por um segundo sequer.

Eu queria correr para Megan e contar cada detalhe, ver sua reação e saber se ela tinha ouvido tudo também. Ela sabia tão bem quanto eu que Emmet podia ser um verdadeiro "paredão". A situação foi rápida, mas intensa, e me deixou abalada. Por mais surreal que tudo isso fosse — esse casamento de conveniência e todo o caos que o acompanhava —, naquele momento, senti algo novo em relação a Damon.

Meu pai estava ao nosso lado, observando Damon em um silêncio raro, como se estivesse vendo algo totalmente fora de seu entendimento. Não era comum vê-lo assim; ele sempre tinha uma opinião pronta para qualquer situação, especialmente quando envolvia Emmet e Gael. Mas agora... ele só olhava para Damon com uma expressão que eu mal conseguia decifrar.

Era curioso. Esse silêncio dele, normalmente tão expressivo, me dizia mais do que qualquer palavra. Talvez ele estivesse tentando entender o que havia em Damon que o fazia reagir assim, defendendo-me como se... bom, como se eu realmente fosse a futura esposa dele, e não apenas parte de um contrato. A intensidade do momento deixou claro que Damon não estava para brincadeira, e parecia que meu pai, assim como eu, também percebia isso.

Minha mãe, sempre a perfeccionista, estava toda derretida com o vestido, apontando cada detalhe com um olhar orgulhoso e um sorriso satisfeito. Ela estava claramente encantada com o caimento, a delicadeza do tecido e até a escolha dos acessórios, tudo com o que sempre sonhou para mim — mesmo que eu jamais tivesse imaginado usar em um casamento assim.

Mas, entre um elogio e outro ao vestido, percebi que seus olhos não se fixavam só em mim. Discretamente, ela lançava olhares avaliativos para Damon, estudando-o como se tentasse desvendar cada camada por trás daquele sorriso educado e daquela postura firme. Eu conhecia bem o jeito da minha mãe; ela sabia enxergar além das aparências, e, pelo jeito que franzia a testa por um segundo antes de sorrir de novo, já estava tirando suas próprias conclusões sobre o homem que escolhi — ainda que da maneira mais inusitada possível — para ser meu marido.

Eu quase ri da situação, mas me segurei. Era engraçado imaginar Damon passando pelo "raio X" maternal, mas, ao mesmo tempo, eu precisava que ele fosse aprovado, eu não conseguiria seguir com aquilo sem ter o apoio dos meus pais.

O toque de Damon na minha coluna ainda era firme, como se ele estivesse me ancorando ali. Senti a tensão nos seus dedos, uma energia contida que deixava claro que aquele confronto com Emmet não tinha sido só uma encenação de noivo protetor. Mesmo conhecendo-o tão pouco, eu conseguia ver a sinceridade na maneira como ele me defendeu — ele estava realmente incomodado, e isso não tinha nada a ver com nosso acordo.

A ideia de alguém, especialmente meu irmão, questionando minha felicidade pareceu realmente irritá-lo. Damon havia mantido a postura calma, mas eu podia perceber que cada palavra que ele disse carregava um peso genuíno. E, de alguma forma, isso mexeu comigo.

O contrato ainda era real, claro, e nada daquilo era um conto de fadas, mas essa demonstração de cuidado inesperado me deixou… vulnerável. Saber que, por mais que nossa relação fosse baseada em um acordo, ele não estava disposto a permitir que ninguém me tratasse mal era um alívio, algo que me trouxe uma sensação de segurança inesperada.

Enquanto eu o olhava de soslaio, a mão dele ainda firme na base das minhas costas, não consegui evitar um pequeno sorriso. Talvez, no fundo, Damon fosse mais do que o homem de negócios frio que eu ouvia histórias.

Quando os olhos de Damon se encontraram com os meus, houve um instante em que o mundo ao nosso redor pareceu desaparecer. Eu podia sentir a intensidade daquelas palavras não ditas, aquelas que estavam pairando no ar entre nós. Ele não precisava falar, eu sabia exatamente o que ele queria saber, e tudo o que fiz foi acenar com a cabeça, uma pequena confirmação de que, sim, eu estava bem.

Foi uma resposta silenciosa, mas carregada de tudo o que estava em jogo naquele momento. Não era apenas sobre o casamento ou o contrato que nos unia, mas sobre o entendimento silencioso que começávamos a compartilhar. Mesmo que tudo isso fosse temporário, havia algo de real e genuíno naquele olhar, algo que me fez sentir como se ele realmente se importasse com o que eu sentia.

Ele sorriu levemente, um sorriso que eu não tinha visto antes — não o sorriso de negócios ou de cortesia, mas algo mais pessoal, mais suave. Era um alívio, de alguma forma, e uma confusão ao mesmo tempo. Afinal, tudo isso ainda não fazia muito sentido. Mas ali, naquele momento, algo dentro de mim se acalmou.

O som de uma garganta sendo sutilmente coçada interrompeu o momento, fazendo com que nossos olhos se desviassem. Quando olhei para o lado, uma senhora baixinha e gordinha estava parada ali, com uma postura elegante, quase imponente, que contrastava com sua aparência nada gentil. Ela usava roupas sofisticadas, que exalavam riqueza de uma maneira discreta, sem ser ostensiva. Um delicado conjunto de pérolas e um vestido que caía perfeitamente em seu corpo. Ela estava envolta em uma aura de classe, e, apesar de sua figura pequena e arredondada, sua presença preenchia o espaço ao redor dela.

Eu podia sentir que ela não estava satisfeita com a maneira como as coisas estavam se desenrolando. Seu olhar atravessava Damon e se fixava em mim, como se procurasse algo que eu não pudesse oferecer. O jeito como ela observava me dava a sensação de que minha presença ali era algo desconfortável para ela, como se a ideia de um casamento não fosse algo que ela aprovasse de maneira alguma. Não era uma proteção familiar, como Emmet. Era algo diferente. Algo que parecia dizer que ela não aceitava Damon, ou talvez o seu destino, sendo envolvido com alguém como eu.

Era como se ela estivesse tentando ler não apenas minha aparência, mas também minha alma, em busca de uma justificativa para o que, para ela, talvez fosse um erro. Eu não sabia o que ela via em mim, mas o que percebi claramente foi que, na sua mente, eu não estava à altura das expectativas dela.

A tensão no corpo de Damon se tornou palpável, como se ele estivesse se preparando para enfrentar algo muito mais difícil do que qualquer reunião de negócios. O simples fato de sua mãe estar ali, com aquele olhar crítico e avaliativo, parecia ter o poder de mudar a atmosfera ao redor dele. Era como se, por um momento, ele se tornasse vulnerável, exposto.

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