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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 46

Damon

Eu mudei a rota sem pensar muito, desviando para o parque onde costumo correr. O ar fresco da manhã parecia mais tranquilo aqui, e talvez fosse o que Violet precisasse. Ela estava visivelmente despedaçada, os olhos marejados e a raiva ainda ali, misturada com uma dor tão crua que transparecia em cada respiração.

— Vamos caminhar um pouco — falei, mais para quebrar o silêncio do que por saber se ela realmente queria. Ela concordou, silenciosa, como se as palavras fossem pesadas demais.

Eu queria tanto dizer que tudo ficaria bem, abraçá-la até que ela parasse de chorar, de sentir aquele nó na garganta. Mas em vez disso, coloquei as mãos no bolso, sentindo a textura do tecido contra os dedos enquanto caminhávamos pela trilha, o som suave dos passarinhos preenchendo o silêncio entre nós.

Violet andava lentamente ao meu lado, como se estivesse tentando se recompor, e eu não queria forçá-la a falar. Não agora, não quando as palavras que ela tinha dito estavam tão cheias de dor.

Eu a observei de canto de olho, o jeito que ela olhava para o chão, o peso das suas emoções tão evidentes na postura dela. Eu não sabia o que fazer. Não sabia se deveria dizer algo para amenizar aquela dor ou se simplesmente deveria deixá-la processar. O que eu sabia era que, se pudesse, tiraria toda aquela tristeza dela, mas, no fundo, eu não podia. Eu não poderia apagar o passado dela, o que ela sentia.

E então, apenas caminhamos, eu ao lado dela, o som da natureza se misturando com o silêncio que nos envolvia. Eu não podia dar a resposta que ela buscava, mas podia dar o que ela precisava agora: companhia. Talvez fosse o suficiente por enquanto.

Eu percebi Violet olhando para a paisagem, mas sem realmente ver nada. Seus olhos estavam distantes, como se ela estivesse perdida em algum pensamento, talvez ainda em um lugar onde a dor do que tinha vivido com Eathan pudesse ser um pouco mais suportável. Eu sabia que não tinha como tirar isso dela, não naquele momento. E, em vez de ficar em silêncio, decidi mudar de assunto.

— Sabe, — comecei, sem muita expectativa de reação dela, mas com a intenção de aliviar a tensão no ar, — meu pai colocou essa cláusula no contrato porque... ele e minha mãe nunca acreditaram que eu fosse digno de nada.

Violet levantou o olhar, me encarando um pouco surpresa, como se não esperasse que eu começasse a falar sobre isso. E, por mais que eu não quisesse ir tão fundo em minhas próprias feridas, ela tinha ido com as suas, e nada seria mais justo que retribuir à confiança.

— Eles achavam que se eu não conseguia manter um amor, não poderia manter uma empresa. Como se a minha capacidade de amar fosse a mesma que a de administrar um negócio, — continuei, sentindo a raiva começando a borbulhar um pouco dentro de mim, mas eu sabia que não era hora de ficar preso a isso. Eu só queria que ela soubesse, de algum jeito, o que me movia. — O que eles não viam, o que eles não entendiam, é que... eu não queria manter um amor, eu nem sabia o que aquilo significava. Mas a empresa, ah, isso sim, eu sabia. A empresa é minha vida. Eu sei como administrá-la, como fazer ela crescer, e é tudo o que eu tenho.

Eu olhei para ela, esperando uma reação, qualquer que fosse. Eu tinha me aberto, algo que não fazia com frequência, mas parecia que Violet, de alguma maneira, conseguia me fazer falar.

Ela continuava quieta, e o silêncio voltou a tomar conta do ambiente, mas, dessa vez, de uma forma diferente. Eu tinha falado mais do que normalmente falaria, e isso, de algum jeito, me fez sentir um pouco mais leve.

Eu parei por um momento, olhando para ela. O silêncio estava denso, mas eu sabia que tinha mais a dizer. Eu precisava dizer mais, e não podia ficar só na superfície.

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