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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 47

Violet

Voltamos pelo caminho que havíamos percorrido, mas dessa vez o silêncio era diferente. Não havia mais aquela pressão, o peso das palavras não ditas, nem a sensação de que o vazio entre nós era algo insuportável. Cada passo parecia mais leve, mesmo que os pensamentos ainda girassem na minha cabeça, como um turbilhão. Mas eu sabia que, no fundo, estava melhor. Não completamente, mas melhor.

Ainda me sentia chateada, claro. A dor não sumia de uma hora para outra. Mas, de alguma forma, algo em mim tinha se acalmado desde que falei aquelas palavras para Damon. Talvez fosse a sensação de que, pela primeira vez em muito tempo, eu não estava carregando todo o peso daquilo sozinha. Ele me entendia, ou pelo menos tentava entender, e isso significava mais do que eu imaginava.

Eu não me sentia julgada. Não havia aquele olhar carregado de condenação, como se eu estivesse errada por sentir o que sentia, por querer mais do que me foi dado. Com Damon, era diferente. Ele não me olhava como se eu fosse fraca ou como se o que eu desejava fosse um erro. Ele me via como alguém que tinha o direito de querer mais.

Eu ainda estava tentando lidar com toda a confusão dentro de mim, mas naquele momento, caminhar ao lado dele já parecia um alívio. Eu não precisava de palavras, nem de explicações. Apenas o silêncio, que agora era confortável, e a sensação de não estar sozinha com minha dor.

Ele não me disse nada, mas o fato de ele estar ali, ao meu lado, já era o suficiente. Eu não sabia exatamente o que ele pensava, mas em algum lugar dentro de mim, eu sabia que ele me entendia de uma maneira que ninguém mais nunca poderia. E isso, por mais simples que fosse, me dava uma sensação de paz.

*

Chegamos ao centro da cidade, e o movimento parecia um pouco mais animado do que eu esperava para aquele horário. A cidade respirava uma energia calma, como se o mundo lá fora não fosse tão agitado quanto os pensamentos na minha cabeça.

Damon, que estava ao meu lado, parecia mais tranquilo do que eu imaginava. Ele se mantinha em silêncio, mas o tipo de presença dele ao meu lado era quase como uma garantia de que eu não estava sozinha. Não precisávamos de muitas palavras agora, e a troca dos números parecia um pequeno desvio, uma distração, mas também algo necessário.

Entramos em uma loja simples, com um balcão repleto de cartões e celulares. Era um lugar pequeno, mas o suficiente para o que precisávamos. Damon foi direto até o atendente e logo fez a troca dos números, de maneira eficiente. Enquanto ele lidava com isso, eu me permiti olhar para a vitrine, absorta em pensamentos.

Quando a troca foi concluída, saímos da loja e voltamos ao carro, um silêncio confortável nos acompanhando mais uma vez. Eu não sabia o que Damon estava pensando, mas sentia que o que quer que fosse, ele me dava o espaço que eu precisava para organizar meus próprios pensamentos.

A viagem até a casa dos meus pais foi tranquila, mas com uma sensação de expectativa no ar. Eu não sabia bem o que ia encontrar lá, o que meus pais pensariam dessa visita repentina, mas uma parte de mim estava aliviada por estar indo.

O carro deslizou pelas ruas familiarmente tranquilas até que chegamos à casa dos meus pais. O terreno grande, com o portão de ferro forjado, parecia ainda mais imponente do que eu me lembrava. Meu coração apertou um pouco, como sempre acontecia quando estava prestes a pisar naquela casa. Não era só nostalgia, mas uma sensação de que, talvez, eu estivesse carregando mais do que deveria.

Eu olhei para Damon, que estava concentrado em estacionar, e, por um instante, me senti grata por ele estar ali. Talvez ele não fosse a solução para tudo, mas ele estava me ajudando a dar pequenos passos na direção certa.

Damon desligou o carro e se virou para mim com uma expressão séria, mas ainda assim mantendo um toque de humor em sua voz.

— Precisamos de um plano — disse ele, como se fosse uma verdade universal.

Franzi a testa, ainda processando o que ele acabara de dizer.

— Um plano para quê? — perguntei, um pouco confusa.

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