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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 54

Damon

Não era possível.

Não.

Não.

Não.

O cara teve literalmente Violet só para ele. Sem ninguém nunca ter a tocado, nem sequer a beijado antes dele. Ele a teve de corpo e alma, completamente entregue, e mesmo assim… a deixou no altar.

Chamá-lo de burro é uma ofensa aos pobres animais. Eles, ao menos, têm alguma lógica nas ações. Eathan? Ele era um idiota de proporções épicas.

Olhei para Violet ao meu lado, tentando fingir que não estava notando como sua respiração parecia mudar sempre que eu a encarava por mais de dois segundos. Era quase engraçado, mas ao mesmo tempo me frustrava. Como alguém podia ser tão inocente e ainda assim tão devastadoramente interessante?

Eu deveria estar focado no acordo. Nos limites que eu mesmo impus. Mas cada nova coisa que eu descobria sobre ela só tornava isso mais difícil. Eathan pode até ter sido o primeiro dela. Mas eu, definitivamente, não seria o último a enxergar o valor que ela tinha.

Um gosto amargo tomou minha boca ao imaginar outra pessoa chegando. Alguém que ganhasse o coração dela, que a tivesse em seus braços. Que fosse o seu segundo.

Alguém que não fosse eu.

Chacoalhei a cabeça, tentando afastar a imagem incômoda. O que estava acontecendo comigo? Isso não estava no plano. Não fazia parte do acordo. Eu não tinha o direito de pensar desse jeito, muito menos de sentir isso.

E, no entanto, o amargo persistia.

Desde o dia em que o testamento foi lido, minha vida se transformou em uma bagunça caótica. A responsabilidade de garantir o casamento em tempo recorde para atender às exigências impostas tomou conta de cada minuto do meu dia. Entre contratos, documentos e ajustes logísticos, meu foco esteve tão imerso na tarefa que quase me esqueci de respirar.

As noites solitárias no meu apartamento, antes preenchidas por momentos de alívio temporário, agora eram um lembrete gritante do vazio que eu tentava ignorar. Nem lembrava mais quando foi a última vez que tive alguém na minha cama. Alguém que me distraísse, que afastasse esses pensamentos intrusivos que, ultimamente, vinham tomando um rumo perigoso.

Era isso, só podia ser. A falta de alguém ao meu lado, de um toque, de uma presença, já estava mexendo comigo mais do que eu estava disposto a admitir. E agora, com Violet aqui, tão perto, a situação parecia ainda mais complicada.

Eu precisava transar.

“Eu preciso transar”

Enviei à mensagem para Edgar, que visualizou no mesmo segundo.

“Me sinto lisonjeado, mas você é casado”

Revirei os olhos e me aconcheguei mais no sofá, dando uma verificada em Violet, que estava ocupada avaliando o catálogo da N*****x.

“Você entendeu, Ed.”

“Você tem uma esposa, Damon. Transe com ela”

“Preciso transar para parar de pensar besteira sobre Violet, transar com ela apenas vai dobrar os meus problemas”

Violet escolheu um filme: Como Perder um Homem em 10 Dias. Olhei para a tela, depois para ela, levantando as sobrancelhas em uma pergunta muda. A promessa de não assistir nada que envolvesse romance parecia ter evaporado, mas decidi não dizer nada.

Ela percebeu meu olhar, deu de ombros e jogou os cabelos por cima do ombro, como se não devesse explicações a ninguém. Em seguida, se aconchegou ainda mais no sofá, afundando no estofado e abraçando uma almofada como se estivesse se preparando para uma longa maratona.

Suspirei e me recostei, tentando decidir se fazia algum comentário sarcástico ou apenas deixava passar. Mas algo na forma como ela parecia tão confortável e tranquila me fez optar pelo silêncio. Que diferença faria, afinal?

“Você tem dinheiro, contrate alguém” - Rolei os olhos ao ler a mensagem de Edgar.

“Nunca precisei pagar ninguém, não é agora que vou começar”

Violet se levantou de repente, me pegando de surpresa. Olhou por cima do ombro na direção da cozinha, com uma expressão pensativa.

— Você sabe se tem pipoca? — perguntou, com uma curiosidade quase infantil.

— Não faço a menor ideia — respondi, me ajeitando no sofá.

Ela revirou os olhos, como se minha falta de conhecimento sobre o estoque do apartamento fosse um crime. Sem dizer mais nada, caminhou em direção à cozinha, determinada a descobrir sozinha.

Fiquei olhando enquanto ela sumia pela porta, pensando no quanto essa mulher conseguia trazer movimento e energia para um lugar que antes parecia tão... vazio.

“Então ligue para à Crystal…”

Li a mensagem que Edgar me enviou, unindo as sobrancelhas enquanto a ideia se formava na minha cabeça. Crystal. Não a via há alguns meses, mas o nome dela trouxe de volta memórias tão vívidas que quase pude ouvir sua risada ecoando nos corredores da faculdade.

Crystal era uma velha amiga dos tempos acadêmicos. Nós nos divertimos juntos. Muito. Durante o estresse de semanas de provas, ela se tornou meu escape, minha constante em meio ao caos. Era fácil estar com ela — sem cobranças, sem promessas, só amizade e algo mais.

Ela era a única mulher que manteve certa constância na minha vida, sem jamais cruzar o limite do que éramos. E eu gostava disso. Gostava de tê-la por perto, sabendo que não precisávamos de palavras para entender nossos limites.

Mas, enquanto encarava a tela do celular e ponderava sobre ligar para ela, um incômodo estranho começou a crescer dentro de mim.

Parecia... errado.

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