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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 55

Violet

Damon me avaliou por alguns segundos, os olhos estreitos, como se decidisse se deveria ou não falar. Ele tinha essa coisa de querer carregar o mundo sozinho, e eu já tinha notado isso desde o início.

– Prometemos transparência – lembrei, cruzando os braços.

Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos em um gesto frustrado.

– Eu sei.

– Então, fala logo.

– Não é tão simples assim, Violet.

– Nada na nossa situação é simples, Damon – rebati, elevando um pouco o tom. – Mas se estamos nisso juntos, precisamos ser honestos um com o outro.

Ele abaixou a cabeça por um momento, como se estivesse tentando organizar os pensamentos, antes de me olhar novamente.

– É sobre o nosso acordo. Sobre... limites.

Limites? Minha testa franziu de imediato.

– Que tipo de limites?

– Você disse transparência, certo? – Ele hesitou, e eu fiz que sim com a cabeça, sem entender aonde ele queria chegar.

– Sim, então seja transparente.

Ele suspirou novamente, inclinando-se para frente, com os cotovelos apoiados nos joelhos.

– Certo. Eu estava pensando em como lidar com... minhas necessidades.

Meu coração deu um salto estranho, e por um momento fiquei em silêncio, tentando entender exatamente o que ele queria dizer.

– Necessidades? – repeti, franzindo as sobrancelhas.

– Sim. Como homem.

De repente, entendi, e a realização fez meu rosto esquentar.

– Precisamos conversar sobre o que é aceitável e o que não é – explicou, ainda me observando com cuidado. – Para que isso não complique ainda mais as coisas.

Fiquei em silêncio por um momento, digerindo suas palavras. Ele tinha razão, mas só de pensar na possibilidade de Damon lidando com suas “necessidades” com outra pessoa, senti algo desconfortável no peito.

– Certo – murmurei, respirando fundo. – Então vamos estabelecer essas regras.

Ele assentiu, mas parecia mais tenso do que antes. E eu não sabia se queria mesmo ouvir o que ele tinha em mente.

– Sei ser discreto, Violet – ele anunciou, a voz firme, como se isso fosse uma solução óbvia para o que estava tentando explicar. – Se eu acabar... – Damon fez uma pausa, escolhendo as palavras com cuidado. – Ficando com alguém, prometo que ninguém saberá.

Fiquei imóvel por alguns segundos, processando o que ele havia dito. A frieza pragmática em seu tom me atingiu de uma maneira que eu não esperava, fazendo meu estômago revirar.

– Ah, ótimo! – ironizei, cruzando os braços e encarando-o. – Porque isso resolve tudo, né? Desde que ninguém saiba, está tudo bem?

Ele arqueou as sobrancelhas, surpreso com minha reação.

– Violet, isso é apenas um contrato. Não estamos juntos de verdade.

– Eu sei disso! – retruquei, meu tom subindo sem que eu quisesse. – Mas ouvir você falar desse jeito... como se fosse só questão de “ninguém saber”...

– O que você quer que eu diga? – Ele passou a mão pelo cabelo, frustrado. – Estou tentando ser honesto com você.

– Honestidade é ótima, Damon. Mas isso não significa que eu tenha que gostar do que você está dizendo.

Ele soltou um longo suspiro, parecendo mais exasperado do que antes.

– Então o que você sugere? Que eu simplesmente ignore isso e me torne um monge até o fim desse contrato?

Abri a boca para responder, mas nenhuma palavra saiu. Não porque eu achasse que ele estava errado, mas porque a ideia de Damon com outra mulher fazia algo desconfortável se agitar dentro de mim.

– Só acho que, se é para definir regras, talvez a gente deva... evitar complicar as coisas mais do que já são.

– Concordo – ele respondeu, agora em um tom mais calmo. – Mas evitar complicar não significa ignorar o óbvio, Violet.

Seu olhar fixo no meu me desafiava a responder, mas eu não tinha certeza de como fazer isso sem expor algo que eu ainda estava tentando fingir que não existia.

– E como eu fico nisso? – soprei, sentindo minha voz quase tremer. – Você sabe ser discreto, e eu não duvido disso. Mas como ficam as coisas pra mim? Você deve ter os seus contatos, mas eu não tenho.

Sentia o sangue correr quente pelo meu rosto, como se meu próprio corpo estivesse em combustão. Estava tentando manter a calma, mas era difícil com aquele tipo de conversa. Damon inclinou a cabeça, me estudando por um momento, e depois suspirou.

– Eu não disse que isso é só sobre mim – respondeu, sua voz firme, mas não rude. – Se você quiser... se precisar, podemos conversar sobre isso também.

– Conversar? – minha risada foi seca, quase amarga. – Você quer discutir como eu posso ser discreta caso decida “ficar” com alguém também?

– Não é isso que eu quis dizer – ele rebateu, parecendo incomodado com a ideia – Só estou dizendo que você tem o mesmo direito que eu.

– Direito? – rebati, minha voz mais alta do que eu pretendia. – Damon, você realmente acha que isso é algo que eu quero discutir agora? Ou melhor, algum dia?

Ele me encarou, seu rosto impassível, mas seus olhos carregavam algo mais – talvez frustração, talvez até culpa.

– Eu só queria evitar mal-entendidos – disse, quase como se estivesse se explicando, mas sem perder o tom seguro.

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