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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 56

Damon

Acordei pela manhã no mesmo horário de sempre, sentia meu corpo doer pela noite mal dormida. Não sei se o problema era o sono interrompido, a conversa com Violet, ou a sensação de frustração que parecia não me abandonar.

Violet, depois da desastrosa conversa, se trancou no quarto e não saiu mais, nem para comer, e aquilo ainda estava me incomodando. Eu sabia que ela estava processando tudo, mas me preocupava. Ela tinha ficado tão fechada, distante, como se a conversa tivesse sido um ponto final em algo que nem tinha começado direito.

Levantei e fui até a cozinha, tentando afastar os pensamentos. Mas mesmo a simples rotina da manhã parecia mais difícil hoje. Cada movimento parecia mais cansativo. Eu ainda não sabia como lidar com essa situação, como ia fazer tudo funcionar. O contrato. O casamento. A mentira. E agora, ainda tínhamos que lidar com nossas necessidades que, por mais que a gente quisesse evitar, eram reais.

Pensei em bater na porta de Violet e chamá-la para comer um café reforçado. Queria ter certeza de que ela estava se alimentando direito antes de sair de casa para trabalhar, mas me contive. Eu não sabia como ela reagiria, e talvez fosse melhor respeitar o espaço dela por agora. Não era fácil lidar com a tensão que pairava entre nós, mas eu sabia que era melhor agir com cautela.

Suspirei e, sem mais demora, calcei meus tênis e saí para correr. A brisa fresca da manhã tentava me tirar da cabeça todos os pensamentos que estavam girando em torno de Violet, mas sabia que seria impossível escapar por muito tempo. Ela estava na minha mente de forma constante, como se não houvesse nada mais que eu pudesse fazer para tirar aquele peso do peito.

A corrida não trouxe o alívio que eu esperava. Em vez disso, me senti mais cansado, como se os quilômetros que eu percorria não estivessem me levando para longe o suficiente das dúvidas. Eu queria resolver tudo entre nós, mas ao mesmo tempo, a única coisa que eu sabia fazer era tentar manter minha rotina, na esperança de que as coisas se ajeitassem com o tempo.

Mas o que me preocupava, o que me dava uma sensação incômoda no peito, era que, talvez, as coisas entre nós nunca mais fossem as mesmas.

Quando voltei ao apartamento, me deparei com Violet parada no meio da cozinha, da mesma forma da manhã anterior. Ela parecia imersa em seus próprios pensamentos, e eu percebi que, de fato, não era uma pessoa matinal.

Violet estava com um novo pijama, composto por uma regatinha branca e uma calça com estampa de vaca. Eu não pude evitar sorrir, a cena era... adorável. Ela sempre conseguia fazer algo tão simples parecer encantador, até mesmo algo tão trivial quanto um pijama. Era uma visão inusitada, mas ao mesmo tempo confortável de se observar.

Eu sabia que as coisas entre nós estavam complicadas, mas naquele momento, vendo-a assim, uma parte de mim desejou que tudo fosse mais simples. Que eu pudesse apenas agir sem tantas complicações, sem precisar de tantas justificativas.

Mas não era assim. Eu não podia esquecer o que estava em jogo.

Me aproximei, e, da mesma forma que havia feito antes, a guiei até a mesa. Quando ela se sentou, deitou o rosto na madeira fria, como se o simples toque fosse um alívio imediato. A cena me fez sorrir de forma involuntária, mas me afastei, pronto para preparar outra mesa de café da manhã.

Com tudo pronto, voltei e me sentei à sua frente, colocando uma enorme xícara de café em sua frente. Foi quando ela finalmente levantou os olhos, parecendo me notar, como se o som da xícara se encaixando na mesa tivesse iniciado o seu sistema.

— Bom dia — desejei, sorrindo.

Ela respondeu com uma careta, os lábios se contraindo. Então analisou minhas roupas de corrida, uma expressão divertida tomando conta do seu rosto, e então ergueu os olhos para o relógio pendurado na parede.

— Você realmente é estranho — ela comentou, a voz levemente sonhadora, ainda meio grogue pelo sono.

Eu dei de ombros, sem me incomodar com o comentário.

— É você quem acorda cedo, mesmo estando de folga — retruquei com um sorriso travesso, cruzando os braços.

Ela bufou, claramente sem argumentos, e voltou a se concentrar no café à sua frente. O silêncio se instalou por um momento, mas não era desconfortável. Ao contrário, de certa forma, era até acolhedor.

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