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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 62

Damon

Achei que um tempo longe de Violet e bem perto de outra mulher seria suficiente para realinhar meus pensamentos, mas aquilo só serviu para bagunçar ainda mais a minha mente.

Partindo do ponto que demorei a conseguir dormir, e quando o fiz, sonhei com Crystal. Na sacada do meu apartamento, os braços apoiados e a bela bunda empinada, ela estava lá, como sempre, com uma taça de vinho na mão e o olhar provocador que conhecia tão bem,. Eu me aproximei, o som dos meus passos abafado pelo vento, e deslizei minha palma por sua coluna, sentindo a pele macia sob meus dedos, até alcançar seus cabelos. Sem pensar duas vezes, envolvi os fios entre os dedos e puxei, inclinando sua cabeça para trás, forçando-a a olhar para mim.

Mas ao invés de encontrar os olhos castanhos que eu esperava, duas pedras azuis me encararam de volta.

Meu peito apertou. Era Violet. De alguma forma, ali estava ela, no lugar de Crystal, com os lábios entreabertos, me olhando como se fosse minha de verdade. E eu… eu não me afastei. Ao contrário, me perdi naquele olhar, naquele maldito olhar que parecia me desarmar toda vez.

Acordei com um sobressalto, o peito arfando como se tivesse corrido uma maratona. O quarto estava mergulhado na escuridão, mas minha mente fervilhava.

Não consegui mais dormir, e nem a corrida foi suficiente para me afastar do furacão que ameaçava derrubar as paredes que construí ao meu redor. A cada quilômetro percorrido, a lembrança dos olhos de Violet me perseguia, como se fosse uma sombra impossível de escapar.

E, então, para fechar com chave de ouro, Violet me vem com essa ideia absurda de que Tompson seja seu motorista!

Eu mal conseguia acreditar no que tinha ouvido. Como se já não fosse complicado o suficiente lidar com tudo isso, agora ela queria enfiar aquele idiota ainda mais no meio da nossa história. Respirei fundo, tentando me manter calmo, mas era quase impossível.

Tompson. O ex dela. O cara que a deixou de lado, mas que, de alguma forma, ainda conseguia afetá-la a ponto de ela achar que era uma boa ideia trazê-lo para mais perto. Só de imaginar ele dirigindo para ela, estando ao lado dela, ouvindo sua risada ou a maneira como ela fala sem filtro… Meu sangue ferveu.

Entrei no meu escritório e joguei minha pasta sobre a mesa, sem ao menos me preocupar em me sentar. A tensão que carregava desde a discussão com Violet parecia me seguir como uma sombra. Antes que pudesse sequer respirar, Edgar apareceu na porta, acompanhado da minha secretária, ambos com expressões que denunciavam pressa — ou irritação, talvez.

— Licença, querida. Meu assunto é mais importante que os seus papéis precisando de assinaturas — Edgar segurou os ombros de Stevens, girando-a com delicadeza, mas com firmeza, na direção da porta.

— Só quero passar as reuniões do dia — ela retrucou, fulminando Edgar com um olhar que poderia muito bem derreter aço.

— Será que é possível ter um segundo de paz? — murmurei entre dentes, esfregando as têmporas.

Stevens cruzou os braços, claramente esperando minha intervenção, mas Edgar, sendo Edgar, já tinha avançado, jogando-se na cadeira em frente à minha mesa como se fosse a sala dele.

— Antes de qualquer coisa, você precisa ouvir isso, meu amigo. É uma questão de vida ou morte — declarou, dramático, como sempre.

— Só me digam logo o que querem — disse, deixando a cabeça pender para trás. Não tinha paciência para os jogos de Edgar e para as formalidades da Stevens naquele momento.

— Ok, mas aviso: isso pode mudar sua vida. — Edgar sorriu, ignorando completamente a presença irritada de Stevens.

Eu sabia que, com Edgar, a única certeza era que o drama dele nunca vinha sem um propósito — e, geralmente, esse propósito envolvia me tirar do sério.

— Falo com você daqui a pouco, Stevens — dispensei, forçando um tom que queria soar mais calmo do que eu realmente estava.

Ela estreitou os olhos por um instante, mas forçou um sorriso profissional antes de girar nos saltos, que ecoaram alto pelo corredor.

— Você tem algo realmente importante para me contar, ou apenas quer saciar seu espírito fofoqueiro? — perguntei, virando para Edgar, que já estava confortável demais na cadeira em frente à minha mesa.

Minha paciência estava no limite.

— O que você acha? — Ele abriu um sorriso travesso. — Sua vida está melhor que novela mexicana!

Bufei e me joguei na cadeira, revirando os olhos para o teto. Ignorei completamente o comentário e peguei o telefone, discando o ramal de Stevens.

— Busque um café duplo para mim e algumas aspirinas — ordenei, sem esperar por uma resposta antes de desligar.

— Manhã difícil? — Edgar zombou, apoiando o queixo na mão e me olhando como se estivesse diante de uma peça de teatro.

— Você nem imagina — murmurei, esfregando as têmporas. — E, francamente, não tenho tempo para seus dramas agora, Edgar.

— Dramas? Eu só quero saber o que está rolando com você e sua colega de quarto. Você parece uma bomba prestes a explodir.

A menção de Violet me fez cerrar os punhos por um instante, mas eu sabia que reagir só daria mais munição para Edgar. Então, apenas encarei-o com uma sobrancelha arqueada.

— Vai direto ao ponto, ou vou precisar te jogar pela janela? — retruquei, seco.

Edgar ficou em silêncio por alguns segundos, me analisando como se eu fosse um quebra-cabeça complicado que ele estava prestes a decifrar. Então, abriu um sorriso, mas desta vez não era o típico sorriso cheio de deboche. Era algo mais... casto, quase complacente.

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