Damon
Durante o final de semana, eu descobri uma nova habilidade de Violet: me evitar a qualquer custo.
Ela se tornou mestre em desaparecer quando eu estava por perto. Se eu entrava na sala, ela saia discretamente. Quando me aproximava do escritório, lá estava ela, escapando por entre meus dedos. Até mesmo nas refeições, sempre arranjava uma desculpa para não sentar à mesa comigo, preferindo comer no quarto ou simplesmente desaparecendo para "fazer algo importante."
Era quase como se ela estivesse criando uma bolha ao redor de si mesma, tentando se proteger, ou talvez fugindo de mim. Mas o que me intrigava ainda mais era o fato de que ela estava tentando me evitar com tanta dedicação, e isso, de alguma forma, despertava algo em mim. Uma sensação estranha.
Eu sabia o que ela pensava. Estava constrangida pelo acontecimento do escritório. Ela achava que, com esse afastamento, conseguiria me fazer desistir de qualquer interação mais... próxima. Claro, estava enganada.
Sempre que ela fazia isso, eu ficava mais curioso. Por que ela agia assim? Tinha medo de mim? Ou, talvez, de se entregar e admitir que sentiu mais coisas do que gostaria?
Mas uma coisa era certa, o jeito como ela me olhou antes, como seus olhos se perderam em um mix de raiva e desejo quando me viu com o controle do seu vibrador, me dizia que ela estava tão perdida quanto eu nesse jogo. E isso me excitava ainda mais.
Eu sabia que ela não queria se envolver. E eu também não queria isso. Mas havia algo em Violet que me atraía de uma forma irresistível. Algo que me fazia querer mais. E, ao mesmo tempo, me fazia querer vê-la ceder. Para entender até onde ela iria, até onde ela realmente conseguiria se manter distante de mim.
Quando ela começou a me evitar, eu percebi que, talvez, o jogo estivesse apenas começando. E eu adorava jogar.
Talvez fosse infantil da minha parte fazer isso se tornar um jogo. Mas parei de tentar entender meus pensamentos quando se tratava de Violet. Ela me confundia, me desafiava, e cada vez que eu achava que tinha algum controle sobre a situação, ela virava as costas, fugia, ou encontrava alguma maneira de me ignorar. E aquilo... bem, aquilo só tornava tudo ainda mais interessante.
Eu sabia que estava jogando com fogo, mas o que me impedia de me aproximar mais era a constante sensação de que algo em Violet estava se recusando a se entregar. E isso me deixava inquieto, me fazia querer forçar os limites. Talvez fosse o fato de ela se mostrar tão resistente. De eu perceber que ela não era fácil. E eu adorava um bom desafio.
Às vezes me pegava rindo sozinho ao perceber como ela tentava se manter longe de mim. Ela achava que estava me afastando, mas na verdade estava me empurrando ainda mais para dentro do seu mundo. Cada vez que ela me evitava, mais eu me sentia atraído, como se ela estivesse me testando. E, de alguma forma, eu estava adorando esse jogo.
Então, eu parei de tentar racionalizar. Parei de pensar demais. Violet não era algo que eu pudesse entender em termos simples, mas talvez fosse isso que a tornava fascinante. Não importava se ela tentava me evitar ou me desafiar. Eu sabia que, eventualmente, ela teria que confrontar o que estava acontecendo entre nós. E isso... bem, isso me dava uma sensação de poder que eu não conseguia ignorar.
Amanhã, Violet voltaria ao trabalho. E, com isso, seu ex-noivo seria o choffer dela. Algo que eu não devia me importar, mas, por algum motivo, estava me tirando mais do sério do que eu gostaria de admitir. Não era só a ideia de Eathan, um homem que eu sabia que ela já havia conhecido de uma maneira íntima, passando tanto tempo perto dela. Era o fato de que ele ainda tinha uma parte dela, uma parte que ela se recusava a liberar.
Eu tentei ser racional. Tentei ignorar os pensamentos, mas não conseguia. Cada vez que pensava em Violet dentro daquele carro, com ele ao volante, uma raiva silenciosa me consumia. A última coisa que eu queria era vê-la confortável em companhia dele, como se nada tivesse mudado. Como se o que ela havia vivido com ele não tivesse sido uma mera lembrança distante.
Ignorando a motivação que estava por trás daquilo, na metade da tarde de domingo, encurralei Violet no escritório onde ela organizava suas coisas para voltar ao trabalho.
Ela estava sentada à mesa, com a testa franzida, mexendo em papéis e listas, tentando controlar a bagunça que sempre parecia seguir seu ritmo frenético. Eu observei por um momento, antes de interromper o silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito