Cap.21: Os boatos de um fantasma e Lory intervêm por Hanna.
Lory segue até a Mansão. Já no meio do caminho, percebe a atmosfera estranha entre os empregados, que a encaram com preocupação.
— A governanta Lory está bem? — perguntou uma das serviçais reunida com os seguranças no jardim.
— Parece que sim, mas eu jurava que vi aquela mulher estranha seguindo para o anexo da esposa do senhor Farrugia.
— Mas vocês viram o vídeo, ela estava correndo que nem louca em direção ao anexo da esposa misteriosa e a governanta. — comentou o segurança.
— O que estão fofocando? — perguntou Lory desconfiada, indo até eles.
— Bom dia, governanta Lory. Soube que está cuidando da esposa misteriosa. Você... você está bem? — questionou o segurança inseguro, analisando Lory de cima a baixo.
— Como pode ver, estou ótima. E vocês deveriam parar de cuidar da vida alheia e irem trabalhar!
— Mas ontem... vimos o fantasma da primeira esposa do senhor Farrugia! — confessou uma empregada jovem, balançando as mãos com ansiedade e os pés.
— Como assim? — perguntou Lory franzindo o cenho.
— Ela estava como se tivesse saído de um acidente, toda deformada e cheia de sangue. Era a coisa mais assustadora que já vimos. Supostamente ela veio buscar a esposa do chefe. Ela está viva? A esposa do chefe está viva ainda?
— Hanna está muito bem. Além disso... — começou Lory a fim de contar a verdade, mas acaba sorrindo com ironia. — Eu ontem à noite vi muitos vultos e gritos na mansão. Eu e Hanna ficamos muito assustadas. Pode ser que ela tenha possuído Hanna e esteja se passando por ela para matar Morgan. Por isso, não se aproximem da mansão, ou ela... vai pegar vocês! — assegurou ela segurando o riso, fazendo todos se dispersarem e seguirem para seus afazeres.
— Estou aqui, senhor Morgan! — anunciou Lory em alta voz em frente à porta de Morgan, que apenas disse para ela entrar.
Assim que adentrou o escritório, percebeu que ele estava de mau humor, nem mesmo parecia que ele tinha dormido a noite.
— Bom dia, Lory. — suspirou ele inquieto.
— Parece que ver Hanna Ortiz ontem te fez muito mal, não é? — perguntou ela segurando o riso.
— Está achando graça disso? — perguntou Morgan analisando Lory.
— Não é bem assim... — suspirou ela sentando-se à frente da mesa, de frente para ele.
— Enfim... Ontem ela veio aqui, conseguiu sair escondida do seu anexo.
— Sim, pelo visto estava bem desesperada, mas não conseguiu resolver nada, não é? — perguntou Lory apreensiva.
— Eu não cederia tão facilmente, eu te disse. Hanna não quer nada além de dinheiro, mas não vou ceder nada até que o tempo de casamento seja cumprido.
— Óbvio que sim! — confirmou com dureza.
— Se queria perguntar só isso, eu tenho que ir agora. Boa sorte e, como eu te disse, comece a tratar ela bem, para não se arrepender friamente depois. Além disso, Hanna é nova e saudável. Você pode pensar em construir uma família novamente. E... mande o dinheiro para ela. Afinal, você não vai querer o fantasma da sua antiga esposa andando pela casa, quer?
— Só o que faltava... avise a ela que se ela fizer isso novamente, eu vou prendê-la em uma masmorra! Ninguém a conhece realmente e nem sabe como ela é para ficar fazendo essas coisas! — asseverou Morgan.
— Vá e diga, ou mande o valor que ela quer, por favor.
— Está intercedendo por ela agora? Viraram amigas?
— Se é assim que pensa, digo que sim.
— Avisa a ela que vou mandar um médico especialista nessa doença.
— Não! — gritou Lory repentinamente, em seguida cobrindo os lábios. — Ela está bem, não precisa fazer nada! Se você mandar o dinheiro eu posso... podemos resolver isso, Morgan, por favor! — insistiu Lory.
Ela insistiu tanto que levou a paciência de Morgan ao limite e ele liberou o valor, transferindo para a conta de Hanna.
Em seguida, ele recebeu uma ligação. Assim que Lory saiu, era informações sobre o paciente que estava em coma.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.