Cap.85: promessas
Ela permaneceu em silêncio até que ele abriu a porta do quarto e entrou com ela. Hanna observou o ambiente em penumbra, sua cabeça girando com a vertigem.
— O que você está pensando? — ela perguntou, puxando sua mão da dele e recuando.
— Quero que fique ao meu lado essa noite, ok? — ele pediu com voz calma.
A luz limitada do abajur destacava seu corpo, sobre a camisa de linho fino que o delineava com sutileza. Ele mantinha o olhar fixo em Hanna, esperando uma resposta enquanto ela permanecia dispersa.
— Na mesma cama? — ela perguntou gaguejando.
— Exatamente isso. — ele confirmou, guardando as mãos no bolso e se aproximando dela pausadamente. Beijou sua bochecha suavemente, fazendo-a sentir o local queimar. Ainda assim, não conseguiu recuar.
Morgan sorriu sutilmente, tirando as mãos do bolso e a abraçando pela cintura. Se inclinou novamente, se aproximando de seus lábios.
Hanna se afastou instintivamente, sentindo seu estômago revirar.
— Se está com medo, fique comigo essa noite. — ele sugeriu novamente, enquanto ela tentava recuperar o fôlego, se apoiando na cômoda ao lado da cama dele.
— Isso não está certo, eu quero sair! — ela pediu, comprimindo os lábios e tentando seguir em direção à porta.
— Não se preocupe com isso. — ele disse em tom de brincadeira. A intenção de te ter aqui não é te forçar a nada. Já dormimos assim a noite passada, quando você passou a madrugada cuidando de mim. Você ficou comigo lá e depois na sua cama. Hoje, eu te quero na minha.
De repente, ele a ergueu e a colocou em sua cama.
Hanna prendeu a respiração quando sentiu o peso dele sobre seu corpo e entre suas pernas. Com o rosto erguido, ele a encarava, percebendo seu pânico enquanto deslizava o polegar sobre a maça do seu rosto.
— Por favor... — ela suplicou de repente, com os lábios trêmulos e à beira do choro.
— No dia que você aceitou ficar ao meu lado, deveria saber que seria inevitável algumas coisas acontecerem. — ele sussurrou em seu ouvido, enquanto ela sentia as mãos dele deslizarem pela sua cintura até o quadril. Ele se conteve subindo o tecido e tocando sua pele, dando um breve sorriso contido antes de cair para o lado e puxá-la contra seu corpo, abraçando-a. — Mas nada vai acontecer se você não quiser. — ele concluiu. Hanna suspirou com alívio, ao mesmo tempo que não conteve algumas lágrimas. Naquele momento, a única vontade que ela sentiu foi fazer Danica sumir para sempre antes que tudo aquilo acontecesse.
— Posso te pedir uma coisa? — Hanna perguntou com a voz fraca.
— O que quiser. — ele respondeu, ainda próximo ao seu ouvido, enquanto a ponta de seus dedos acariciava o centro das costas dela.
— Que você vá embora comigo, somente quando o seu casamento com Danica acabar, certo? — ela perguntou esperançosa.
— Não é o que parece. — Hanna sorriu com deboche.
— Satisfazer um homem na cama não significa que tem ele. — ela disse, com um tom de deboche. Você perdeu seu tempo se entregando para alguém assim. Não pense que conhece Morgan, porque você está muito enganada. — ela concluiu, em seguida entrando em seu quarto.
— Até parece que eu me entregaria a ele fácil assim. — Hanna resmungou baixinho, dando de ombros e seguindo para a escada. Ela correu escada abaixo e seguiu para o anexo.
Como esperado, Oliver e Gantz a viram e esperaram mais um pouco. Após quase meia hora, eles viram Hanna sair com as ataduras no rosto.
— Ela vai para a universidade agora. — Oliver disse. Vamos esperar mais um pouco e buscar uma oportunidade para entrar no anexo e vasculhar tudo. Precisamos ter certeza de que elas são a mesma pessoa. — sugeriu Oliver.
— Vamos monitorar tudo por alguns dias e coletar provas para que Morgan possa ver. — Gantz concordou. Ainda assim... — ele demonstrava apreensão. Pensando bem... Morgan já maltrata Hanna e agora gosta dela sem saber que é ela. Isso me deixa muito contraditório. Afinal, eu sei que o resultado disso será catastrófico se elas forem a mesma pessoa. Eu realmente não queria que elas fossem a mesma pessoa.
— Eu também não. — Oliver respondeu. Mas, infelizmente, se for, teremos que resolver isso o mais rápido possível.
Eles sabiam que havia um horário em que a governanta Lory deixava o anexo por alguns instantes. Ela então seguia até o quarto de Danica e o limpava por conta própria, tirando qualquer coisa suspeita que Danica pudesse ter deixado para trás, como a aliança que ela havia esquecido ali.
E como esperado, ela saiu e os dois homens seguiram para o anexo. A porta estava trancada, mas eles também já tinham se certificado de ter a cópia da chave para conseguir entrar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.