A segunda ameaça havia deixado marcas. Não apenas no protocolo de segurança ou nas estratégias de proteção que Ethan, Liam e James organizavam dia após dia, mas nas entrelinhas da rotina, nos silêncios demorados, nos olhares mais atentos, nos abraços que duravam um pouco mais do que o normal.
Era noite quando Ethan voltou para casa.
A cidade pulsava lá fora, indiferente ao que crescia dentro dele: um nó entre a fúria e o medo, a urgência de agir e o desespero de manter tudo intacto.
Ele entrou no apartamento em silêncio. Tirou os sapatos ao lado da porta, afrouxou a gravata e atravessou o corredor iluminado apenas por abajures. O cheiro suave de lavanda ainda pairava no ar. O lugar exalava aconchego… mas para ele, era um campo de batalha disfarçado de lar.
Chegando ao quarto, Ethan parou na soleira da porta.
Ali, no meio da cama, deitada de lado, com os cabelos soltos como ondas sobre o travesseiro, estava Helen. Dormia profundamente, com uma das mãos repousada sobre o ventre já levemente curvado. Os lençóis revelavam parte do ombro, da coxa, do perfil de quem ainda tinha no rosto um traço de serenidade, mesmo em meio ao caos.
O coração de Ethan apertou.
A visão dela, frágil e serena, era um soco e um alívio ao mesmo tempo. Caminhou até o pé da cama, sentou-se na beira, e ficou apenas olhando.
— Meu Deus… — sussurrou, com a voz embargada. — Como alguém ousa ameaçar isso?
Passou a mão devagar sobre o lençol, sentindo a presença dela com a ponta dos dedos.
— Nada vai tocar vocês. Nem Miranda, nem o inferno inteiro. Eu juro.
Ele se inclinou e beijou levemente a barriga dela por cima do tecido. Ficou ali por alguns segundos, apenas escutando a respiração suave de Helen.
Depois, levantou-se com cuidado e foi até o banheiro.
A água caía quente sobre os ombros largos de Ethan. Os músculos contraídos se desfaziam sob o vapor. Ele apoiou as mãos no mármore gelado da parede e fechou os olhos. A testa encostada na superfície fria fazia contraste com o calor que emanava do peito.
Imagens passavam como flashes pela sua mente: a caixa, a mensagem, a ameaça invisível que parecia cada vez mais perto.
E então…
O som suave da porta se abrindo e as mãos pequenas delicadas e quentes deslizando pelas costas dele, com a delicadeza de quem não queria assustar, mas também de quem sabia exatamente onde tocar.
Ele sorriu. Ainda de olhos fechados.
— Está tudo bem, amor? — veio a voz sussurrada atrás dele.
Ethan virou devagar, buscando seus olhos com ternura.
— Agora sim.
Não esperou resposta de Helen, se aproximou ainda mais e capturou os lábios dela em um beijo urgente, feroz, faminto. Um beijo que dizia: me segura, ou eu desabo. E Helen entendeu respondendo com a mesma intensidade, com o mesmo desejo e com a mesma certeza.
A água escorria entre eles, tornando os corpos ainda mais sensíveis. Ethan colocou Helen contra a parede de mármore, uma das mãos deslizando para a nuca dela, a outra descendo pelas costas até encontrar a curva das coxas.
— Você… — ele murmurou, ofegante entre beijos — é minha salvação. Minha guerra. Minha cura.
— Prometo.
Minutos depois, saíram do banho, com os corpos ainda colados. Ethan a envolveu na toalha, mas antes que ela pudesse dar dois passos…
— Não. — ele disse, com um brilho no olhar. — Agora você é minha prisioneira.
— Prisioneira? — Helen arqueou a sobrancelha.
— É. — respondeu, curvando-se para pegá-la nos braços. — Prisioneira de um homem pelado, completamente obcecado por você.
Helen riu, mas logo mordeu o lábio, sentindo-se de novo enfeitiçada.
Ethan a ergueu com facilidade, com os braços firmes, deixando a toalha cair no chão.
— Ethan! — ela protestou, rindo e batendo levemente no peito dele.
— Silêncio, madame Carter. — ele brincou, andando nu pelo quarto como um conquistador vitorioso. — Estou levando minha deusa de volta ao altar.
Ela se agarrou ao pescoço dele, rindo e ofegando, enquanto ele a levava de volta para a cama.
E naquele instante, só existia aquilo.
Eles dois. O amor, o riso, o calor. Longe da sombra de Miranda. E uma certeza que Ethan seria capaz de tudo para proteger a sua família.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Divorcio Meu Marido Se Arrependeu
Não sei nem o que dizer, ela foi muito ferida, mas não é bom tomar uma decisão assim tão precipitada,esfriar a cabeça dar um tempo para si e se valorizar ainda mais e ai sim partir para outra e arrumar alguém que possa ama- lá de verdade e dar valor a ela é assim que deve ser....
A serpente no jardim do Éden,, igualzinho, o sussurro da traição venenoso, maldito e traiçoeiro é assim que funciona, e quando a pessoa acorda do transe já é tarde,pois é como eu disse a desculpa para anestesiar sua consciência foi o contrato e ela ouviu.😪😪😪...
Ai.Ai.Ai no meu pensamento traição é questão de escolha, simples assim, é escolher trair é uma questão de decisão e ainda por cima bloquear o sentimento de culpa dentro de si,jogando a culpa do que fez no cônjuge traído.💔...
Que lindo amando ,o amor está no ar ou melhor na tempestade da paixão 🥰...
Ummmm... Moscou pode representar o começo deste amor a dois sim porque não, ou o fim também, porque se acontecer o que imagino aquela Miranda vai aprontar e feio para cima deste casal que também estou shipando 😍😍😍....
Nunca prometa o que você jamais irá conseguir cumprir...
Falei deu ruim, acho que Michael vai quebrar a cara dele e desta vez de graça porque por enquanto ninguém sabe da verdade do que aconteceu entre ele e a piranha da Miranda, que mulherzinha rancorosa....
Mulheres dona de si não precisa se rebaixar a nada e só se manter de mente fria e no controle de suas emoções visíveis porque por dentro elas estão gritando se raiva e mágoa,mas o que importa é o exterior o que os outros de fora pode ver....
Puxa pior cego é aquele que não quer enxergar o que está bem na sua frente....
Que delícia ver uma família unida torcendo pelo amor e futuro de um novo casal se formando isto conta muito num novo começo de vida a dois, Maaaas devo, nesta história, concordar com Michael vem ataque da rival por ai e não vai ser leve....