Helen depois que saiu do banheiro, se jogou na cama macia do quarto de Ethan, soltando um suspiro de satisfação. O quarto de Ethan, apesar de já não ser tão usado, ainda tinha aquele cheiro característico dele: amadeirado, forte e quente.
— Então esse foi seu império durante a adolescência? — ela perguntou, olhando ao redor.
Ethan, que estava encostado no armário com as mãos nos bolsos, riu e disse:
— Se império você quer dizer o lugar onde eu ficava de castigo pelo menos uma vez por semana, então sim.
Helen riu.
— Eu imagino. Você devia ser terrível.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— Como assim "devia"? Eu sou um anjo, Helen.
Ela revirou os olhos.
— Sim, claro.
Ethan caminhou até a cama e se sentou ao lado dela, com os olhos fixos em um ponto distante, como se lembrasse de algo.
— Quer saber um segredo? — Helen apenas meneou a cabeça em concordância. — A primeira tatuagem que eu fiz foi escondido da minha mãe.
Helen arregalou os olhos, interessada. Ethan soltou um riso baixo e continuou:
— Eu e um amigo fizemos juntos quando tínhamos dezesseis anos. Ele quase desmaiou, mas eu banquei o durão.
— E quando Amélia descobriu?
— Ela me pegou dias depois. Eu estava saindo do banho e esqueci de trancar a porta. Quando ela viu, ficou uma fera! Pegou uma faca da cozinha e ameaçou "tirar meu couro" ali mesmo.
Helen gargalhou alto, o som de seu riso ecoou por todo quarto. Ela ria de verdade, o corpo balançando levemente, os olhos fechados e as bochechas coradas de tanto rir.
Ethan ficou em silêncio por um momento, apenas observando-a.
Deus... como ela era linda. — pensou.
Não era só o sorriso, não era só o som delicioso da gargalhada, era o jeito que ela ria: Livre, sem medo, sem tentar se conter. E ele gostava disso mais do que deveria.
— Eu adoraria ter visto essa cena. Sua mãe com uma faca e você correndo desesperado.
Ethan sorriu e deitou na cama colocando os braços por trás da cabeça e disse fazendo um bico:
— Não foi engraçado! Eu quase morri! — protestou, mas acabou rindo junto.
Quando o riso dela finalmente cessou, ele a observou por um instante antes de perguntar:
— E você? Nunca quis fazer uma tatuagem?
Para sua surpresa, Helen corou instantaneamente e Ethan franziu a testa, intrigado.
— O que foi?
Ela mordeu o lábio, hesitante e disse:
— É que... na verdade... eu já tenho uma.
Ethan se virou para encará-la completamente, surpreso e perguntou:
— Sério? E eu achando que você era toda certinha.
Helen cruzou os braços, ainda com as bochechas coradas e respondeu:
— O que isso tem a ver? Ter uma tatuagem não me torna menos certinha.
Ethan sorriu de canto, gostando do jogo. Sentou na cama e se aproximou dela encarando seus olhos azuis e disse:
— Depende do que é e do local que foi feito, não é?
Helen corou com o olhar intenso dele e desviou o olhar, mas ele insistiu:
— Então... onde fica essa tatuagem?
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