A luz no quarto estava amarelada, Isadora Ferreira estava deitada de bruços na cama, o celular apoiado no travesseiro, a tela mostrava a interface de um jogo. Os dedos dela deslizavam rapidamente, murmurando algo.
— Lorena Queiroz, vá para a esquerda! Esquerda! Tem alguém naquele arbusto!
A voz de Lorena Queiroz veio pelos fones de ouvido:
— Eu sei, eu sei! Ai, morri...
Isadora Ferreira revirou os olhos.
— Você é muito ruim.
— Eu não sou como você, que joga todo dia. — Lorena Queiroz reclamou, e de repente mudou de assunto. — A propósito, Isadora, vamos sair para nos divertir amanhã? Vamos voltar para o país depois de amanhã.
Isadora Ferreira hesitou um pouco.
— Tão rápido?
— É, as férias estão acabando. — disse Lorena Queiroz. — Vários amigos juntos, Enzo Cavalcante, Dante Moreno, e a Marisa e as outras, vamos nos reunir uma última vez.
Isadora Ferreira pensou um pouco.
Aquelas garotas do grupo, ela as viu no jantar da última vez, e até que conversaram bem. Quanto àqueles dois caras... claro que ela notou os olhares, mas depois de tantos anos, ela já tinha visto muito desse tipo de olhar. Apoiando-se no fato de ter Adilson Ferreira por trás, que tipo de bajulação ela não tinha encontrado? Ela sabia o que estava fazendo, não ia acontecer nada.
— Tudo bem. — ela disse. — A que horas?
— Umas dez, não muito cedo, vamos dormir até tarde.
— Tá bom.
O jogo acabou, e as pessoas foram saindo uma a uma.
A voz de Lorena Queiroz veio pelos fones de ouvido:
— Então eu vou dormir, até amanhã.
— Uhum, até amanhã.
Isadora Ferreira desligou a chamada de voz, jogou o celular de lado, virou-se e olhou para o teto.
Amanhã teria que lidar com aquelas pessoas de novo.
Que chato.
Mas ela também não se importou muito.
Bocejou, apagou a luz e foi dormir.
—
Em outro quarto, a luz era ambígua.
Lorena Queiroz tinha acabado de desligar a chamada de voz, e um corpo quente se encostou nela por trás.
As mãos de Enzo Cavalcante envolveram a cintura dela por trás, vagando desonestamente pelo corpo dela. Os lábios encostaram no lóbulo da orelha dela, a respiração ardente.
— Bebê, — a voz dele era grave, com um sorriso — você é tão obediente.
Lorena Queiroz virou a cabeça e foi beijada por ele.
As mãos de Enzo Cavalcante ficaram cada vez mais desonestas, pressionando-a na cama. Lorena Queiroz o empurrou, a voz murmurante:
— Não brinca... acabei de jogar...
— Jogar o quê. — Enzo Cavalcante a pressionou. — Você a chamou para sair, eu tenho que te recompensar muito bem.
Lorena Queiroz foi beijada por ele até ficar sem fôlego, empurrou algumas vezes e não conseguiu, então deixou para lá.

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