Entrar Via

Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 10

Francine colocou o último prato sobre a mesa e se preparava pra recuar discretamente, quando ouviu a voz grave atrás de si:

— Você é nova aqui?

Ela congelou. Respirou fundo.

“Não vira. Não sorri. Não entrega.”

— Não, senhor — respondeu sem inflexão, quase sussurrando.

Dorian girou lentamente o talher nos dedos.

— Engraçado. Tenho a impressão de já ter te visto antes. Em algum lugar… mais interessante.

Ela manteve os olhos fixos no chão.

“Calma. Respira. Você treinou pra isso.”

A voz saiu baixa, firme o suficiente:

— Talvez em outra vida.

Dorian arqueou a sobrancelha.

Resposta espirituosa para alguém que mal falava.

— E você sorri nessa vida… ou só na outra?

Francine engoliu seco. O coração batia no pescoço.

Mas ela se virou apenas o necessário para fazer uma reverência contida.

— Posso me retirar, senhor?

Dorian apoiou o cotovelo na mesa e deixou os dedos tocarem os lábios, como quem pensava.

— Ainda não. Fica mais um pouco. Quem sabe você me arranca um sorriso... ou eu arranco um seu.

Ela se obrigou a manter o rosto neutro, sem trincar a mandíbula.

Tinha dançado no colo desse homem.

Mas agora ele era seu patrão.

Francine inclinou ligeiramente a cabeça, como quem aceitava o jogo, sem dar nenhuma ficha.

Mas não sorriu.

Dorian a observou por longos segundos.

Nem um músculo.

Nem um tremer de canto de boca.

Nada.

Ela recolheu parte da bandeja e saiu da sala em silêncio, passos suaves, quase leves demais pra uma funcionária comum.

Dorian recostou-se na cadeira, mais intrigado do que nunca.

— Se essa mulher resistiu a isso… Ou ela me odeia... Ou é muito, mas muito boa no que faz.

Francine entrou na cozinha como quem escapou de um interrogatório da CIA.

Fechou a porta com a bunda, encostou-se nela e desabou o corpo, deslizando até o chão com um suspiro longo, dramático e totalmente merecido.

— Eu. Vou. Morrer.

Elias já o aguardava, suando frio, mas com um pen drive em mãos e uma expressão forçada de tranquilidade.

— Aqui estão as imagens da noite, senhor. Entrada principal, entrada do salão e área externa lateral, como pediu.

Dorian pegou o pen drive, sem dizer nada. Apenas assentiu com um leve movimento de cabeça.

Foi até o escritório, trancou a porta e conectou o pen drive ao notebook pessoal.

Colocou os fones de ouvido, recostou-se na cadeira e deu play.

As imagens rodavam com fluidez: Entrada principal. Convidados chegando. Música abafada ao fundo.

Depois, a movimentação no salão.

Ele avançou até o momento que lembrava ter visto a mulher escarlate pela primeira vez.

Ali estava ela: surgindo pela porta principal do salão, como uma miragem elegante.

Mas algo incomodava.

De onde exatamente ela tinha vindo?

Dorian olhou outra câmera e voltou alguns segundos. E mais alguns. Nada.

Ela surgia da lateral como um segredo.

O corredor do jardim... Deveria haver uma câmera ali.

Ele tirou os fones com irritação, se levantou num impulso e saiu novamente do escritório.

Foi direto de volta à sala de segurança.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras