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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 11

Dorian entrou na sala de segurança e voltou a fitar Elias.

— A câmera do jardim. Onde está?

Elias engoliu seco.

— Aquela câmera... deu pane no dia anterior, senhor. Não conseguimos recuperar as imagens.

Silêncio.

Dorian girou lentamente o anel no dedo.

— Curioso. Justo a câmera que mostraria de onde ela veio.

— Sim, senhor. Tivemos problemas com a umidade. Estamos fazendo manutenção nas externas esta semana...

Dorian não respondeu.

Abriu a porta com força e...

Deu de cara com Francine.

Ela estava parada ali, segurando uma bandeja com pães de queijo e um potinho de goiabada, prestes a entregá-los a Elias, que ficou paralisado como uma criança flagrada com o dedo no pote de açúcar.

Dorian estreitou os olhos.

— Funcionária da cozinha... Aqui, nesse horário?

Francine endireitou a postura.

O coração batia no pescoço, mas a boca. como sempre, agiu por conta própria:

— Senhor, os funcionários também comem.

BAM. Tiro direto no ego dele.

Dorian arqueou uma sobrancelha, levemente surpreso.

— Que ácida... Parece alguém que eu conheci ontem.

Ela congelou por um microssegundo, mas logo disfarçou, desviando o olhar e entregando a bandeja para Elias como se nada tivesse acontecido.

"Eu e minha maldita língua afiada." Pensou, já se amaldiçoando internamente.

Dorian saiu da sala e entrou para o escritório.

Voltou a se encostar na cadeira, encarando o vídeo em silêncio.

A mulher de vermelho desaparecia entre os convidados, a música ecoava ao fundo do vídeo.

Ele pausou novamente, bem na hora em que ela virava o rosto para o lado, mostrando o perfil.

Malu se virou com as mãos na cintura.

— Você tá pedindo pra ser descoberta.

— Eu sei. Mas é a minha língua, Malu! Ela me trai mais do que ex meu tóxico. É como se tivesse vida própria. Se ele pedir pra ver minha arcada dentária, pronto, game over.

As duas riram, mas Francine já arrancava o avental do corpo.

— Vou pro quarto. Preciso de um banho, um calmante natural e talvez uma nova identidade.

— Quer que eu vá junto pra caso você caia dura no banheiro?

— Só se levar um café com bolacha recheada.

— Ah, então tá viva ainda.

Francine saiu da cozinha ainda se abanando com um pano de prato, como se isso fosse apagar o fogo que o susto tinha deixado no corpo inteiro.

Assim que chegou no quarto, trancou a porta, encostou na parede e soltou um suspiro profundo.

Só então, se permitiu rir sozinha.

— “Senhor, os funcionários também comem.” Ai, Francine… Você vai ser demitida com estilo.

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