Quanto mais o carro se aproximava da mansão, mais o coração de Francine batia como um tambor dentro do peito.
O som do motor misturava-se ao latejar em seus ouvidos, tornando impossível distinguir onde acabava a realidade e começava o desespero.
Uma fagulha de esperança, quase infantil, brilhou dentro dela quando ouviu o som metálico e arrastado do portão automático se abrindo.
Era ele. Era Dorian.
O farol do carro iluminava a fachada imponente, e por um segundo ela acreditou que estava salva.
Mas essa esperança foi esmagada de forma cruel quando, sem aviso, Natan apertou ainda mais o rosto dela entre suas mãos e puxou-a para um beijo.
Foi violento, forçado, sufocante. O hálito dele, apesar de doce e quente, invadiu os pulmões dela como veneno.
O choque foi tão grande que Francine ficou imóvel, paralisada. Ela havia imaginado muitos cenários, desde ameaças até socos, mas nunca esse.
O beijo roubado queimava sua boca, como se fosse a marca de um domínio que ela nunca quis.
Ela tentou recuar, mas o pânico a dominava de tal forma que seu corpo já não respondia. As mãos tremiam, as pernas fraquejavam como se estivessem prestes a ceder a qualquer instante.
E quando o carro entrou direto na garagem, sem parar, sem sequer sinalizar que alguém iria ajudá-la, Francine sentiu que o mundo desabava.
O coração acelerado agora parecia não caber dentro do peito. Ela queria gritar, mas a voz morreu na garganta, engolida pelo terror. A única reação possível foi deixar-se fraquejar.
O corpo de Francine cedeu, mole, inerte, como se estivesse prestes a desmaiar de uma vez.
Natan a segurou pelo braço, impedindo-a de cair no chão. Mas não foi um gesto de cuidado, foi posse. Ele a mantinha de pé como quem segura uma marionete quebrada.
Foi nesse instante que se ouviu o som do portão de pedestres abrindo rapidamente. A porta bateu contra o muro, e Malu surgiu correndo, os olhos arregalados, os pés quase tropeçando no caminho de tanto desespero.
— Fran! — o grito dela ecoou pelo ar, carregado de pavor.
A visão da amiga chorando, rendida nos braços de um estranho, fez Malu perder o fôlego. Ela correu, os olhos cheios de lágrimas, sem compreender direito o que acontecia.

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