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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 99

Enquanto pressionava Francine contra a parede, Natan continuou destilando o veneno em forma de palavras:

— Você me deve, Francine. Fui eu que banquei você enquanto brincava de modelo. Eu que tirei você daquele alojamento medíocre, pra não dizer muquifo, e coloquei numa casa de verdade. Fui eu que paguei suas dietas absurdas, seu nutricionista, seu médico… ou já esqueceu dos infinitos desmaios que tinha porque se recusava a comer, só pra manter o peso?

Enquanto falava, a mão que a mantinha pressionada deslizou para a cintura dela, apertando-a com força.

Francine tremia de medo, o coração disparado.

Ela conhecia bem aquele lado dele: controlador, possessivo, violento. Não conseguia prever até onde ele iria. E pior, não tinha certeza se estava armado.

As palavras simplesmente não saíam, era como se ele tivesse arrancado o ar de seus pulmões.

Natan prosseguiu, a voz carregada de convicção insana:

— Você vai ser minha mulher. A sua presença ao meu lado me abre portas, atrai investidores. E a minha lábia conquista eles. Nós somos a dupla perfeita.

— Natan, você está me machucando! — Francine conseguiu soltar, a voz trêmula, enquanto sentia os dedos dele esmagando suas bochechas.

Ele a fitou com frieza, antes de tirar a mão do rosto dela e tampar sua boca com brutalidade.

— Você vai ficar calada enquanto eu estiver falando.

Os olhos de Francine se encheram de desespero. Ela implorava silenciosamente por um socorro que não vinha. Nenhum movimento na rua, nenhum porteiro à vista. Dessa vez, parecia que a sorte não estava do seu lado.

Natan continuou pressionando o corpo de Francine contra a pilastra fria na frente da mansão, seu rosto agora perigosamente próximo do dela.

A pouca distância entre os dois poderia facilmente enganar qualquer olhar externo: quem passasse ali naquele instante acreditaria estar diante de um casal em um beijo secreto, envolto por paixão.

Mas Francine sabia: aquilo não tinha nada de romance, era uma prisão disfarçada de intimidade.

Ele, então, afrouxou o gesto de violência por um instante. Retirou calmamente a mão que abafava a boca dela e, em um gesto de perverso afeto, passou o polegar pelo rosto molhado, enxugando suas lágrimas como se fosse um namorado zeloso.

— Viu como é ruim ficar separada de mim? — sussurrou, a voz agora mansa, quase terna, mas carregada de ameaça. — Você vai fazer o que eu mandar, Francine. Para o seu próprio bem.

Soltou lentamente sua cintura, mas antes que ela pudesse se afastar, segurou-lhe o rosto com ambas as mãos, obrigando-a a encará-lo.

O contato firme parecia um cárcere invisível: não havia espaço para virar o rosto, nem para escapar da intensidade daquele olhar que queimava de obsessão.

Foi nesse instante que um feixe de luz os atingiu em cheio. Um farol vindo pela rua se aproximava da entrada da mansão, iluminando-os como se revelasse ao mundo o segredo que ele tentava esconder.

Francine arregalou os olhos, reconhecendo imediatamente o carro. O coração, ainda disparado pelo pavor, encontrou uma ponta de esperança. Era Dorian.

“Finalmente chegou alguém… estou salva.”

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