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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 102

Francine levou a xícara aos lábios, mas o chá esfriava em suas mãos. O aroma suave não tinha efeito algum sobre a tempestade que se formava dentro dela.

O olhar fixo no vazio denunciava o que as palavras, até então, não tinham conseguido sair.

— Ele acabou comigo, Malu… — a voz saiu rouca, quase um sussurro.

Malu se aproximou, apoiando a mão sobre a dela, firme e quente.

— Fran, não dê a ele esse poder. Você consegue seguir sem ele.

Francine respirou fundo, mas o ar pareceu preso nos pulmões.

— Ele me ameaçou… — a confissão veio com um tremor, como se tivesse medo de que apenas repetir aquilo já fosse chamar a desgraça para dentro da cozinha. — Disse que vai contar pros meus pais onde eu trabalho.

Malu franziu a testa, surpresa.

— E por que isso é uma ameaça?

O riso que escapou de Francine foi amargo, sem alegria.

— Porque meus pais não valem nada, Malu. — ela ergueu o olhar, os olhos marejados refletindo uma dor antiga. — São dois golpistas. Dois parasitas que me usaram desde sempre… Eu passei a vida tentando me livrar deles. Se descobrirem que moro aqui, que trabalho pra um homem como Dorian Villeneuve, vão enxergar um prato cheio. Não vão descansar até me pressionar a dar golpes nele. — a voz falhou, e ela mordeu o lábio com força. — Não vão me deixar em paz nunca mais.

Malu apertou os dedos da amiga, como se pudesse segurar junto o peso que ela carregava.

— E se você pedisse ajuda ao Dorian? Vocês não estão juntos agora?

O silêncio que se seguiu foi quase cruel. Francine soltou o ar devagar, como se engolisse cacos de vidro.

— Amiga… ele me viu com o Natan. — os olhos se fecharam num esforço de conter as lágrimas. — Viu ele me beijando. Acha mesmo que vai me ouvir depois disso?

Malu não respondeu de imediato. Olhava para Francine com uma mistura de pena e inquietação, como quem queria ter uma solução pronta, mas só encontrava mais dúvidas.

— Não sei… — murmurou, hesitante. — E se você provasse que não tem nada com Natan? Você ainda tem as mensagens no celular?

Francine balançou a cabeça, derrotada.

— Não. Eu apaguei tudo. — o tom saiu áspero, carregado de arrependimento. — Não queria nenhum registro, nenhuma lembrança daquele desgraçado. Só queria que ele desaparecesse da minha vida. Mas agora… — ela levou as mãos ao rosto, abafando o choro. — Agora parece que ele voltou pra me destruir de vez.

Malu a abraçou, forte, prendendo-a contra o peito como quem tentava ancorar alguém em pleno naufrágio.

— Mas ele não vai conseguir, Fran. Você não está sozinha.

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