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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 103

Dorian ergueu os olhos lentamente, como se fosse um esforço arrancado de dentro dele.

O olhar, carregado e sombrio, encontrou o dela, e Francine sentiu o corpo inteiro arrepiar.

— Dorian… — sua voz saiu frágil, quase um sussurro, mas cheia de urgência. — Eu preciso conversar com você.

Ele fechou o maxilar, a respiração pesada.

— Não tenho nada pra falar com você, Francine. Vai embora.

Ela deu um passo hesitante.

— Eu sei o que você viu… mas você entendeu errado. E eu preciso te explicar.

Num movimento brusco, Dorian se levantou, o banco rangendo atrás dele. O grito veio como um trovão.

— Eu não quero explicações!

O corpo dele avançou na direção dela, predatório, como um leão encurralando a presa.

Francine recuou instintivamente, mas ele não a tocou. Não precisava. A fúria transbordava em cada músculo, em cada linha do rosto contraído.

— Eu te falei, Francine! — a voz dele ecoou no terraço. — Ontem! Não foi há um mês, nem há um ano… foi ontem! E você já se esqueceu?

Ela ficou paralisada. Nunca o tinha visto perder o controle daquela forma.

Ele respirou fundo, mas a voz continuou a cortar o ar como uma lâmina.

— Eu te disse ontem, aqui nesse terraço, que quando percebo que alguém pode me machucar, a primeira coisa que faço é me afastar. Mas você não me deu essa oportunidade. Você insistiu… você prometeu… e… você mentiu pra mim!

— Eu não menti! — a defesa dela saiu urgente, embargada.

— Mentiu sim! — o dedo dele quase a tocava, acusador. — E não esperou um dia sequer pra esfregar na minha cara que tinha outro.

— Dorian, você está bêbado, não sabe o que está dizendo.

Ele riu, um som amargo, frio.

— Eu sei exatamente o que meus olhos viram. E eles viram você aos beijos na frente da minha mansão… como se fizesse questão que eu visse!

— Eu não estava aos beijos! — a voz dela quebrou. — Ele me agarrou!

A gargalhada dele foi ainda mais cruel.

Dorian virou as costas, caminhando até o bar como se afastar-se dela fosse a única maneira de não explodir ainda mais.

Serviu-se de outro copo, sem olhar para trás.

— E você acha que eu vou cair nessa? — a voz dele veio carregada de desprezo. — Foi ele quem te deu a pulseira, não foi? Acha que eu não percebi? Eu poderia te dar muito mais que isso!

Francine sentiu o estômago revirar.

— Eu só estava usando porque pensei que fosse um presente seu! Se soubesse que era dele… nunca teria aceitado!

Ele bateu o copo no balcão com tanta força que o som ecoou no silêncio do terraço.

— Mentira! — cuspiu a palavra. — Você é uma mentirosa! Sai da minha frente, Francine! Não quero ver mais você aqui.

Ela tentou se aproximar, mas a expressão dele se fechou num muro intransponível.

— Me deixa em paz! — o tom foi baixo, mas mortal. — Antes que eu transforme a sua vida num inferno.

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