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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 104

Malu acordou sobressaltada, com aquela sensação ruim no peito. Algo estava diferente.

Ela se virou para a cama ao lado, a de Francine, e o vazio a atingiu como um soco.

A cama estava arrumada, perfeita demais, sem qualquer sinal de quem costumava dormir ali.

Apenas alguns papéis cuidadosamente colocados sobre o travesseiro.

Apressada, correu para a cozinha, esperando encontrar Francine tomando café ou ajeitando algo, mas só havia alguns funcionários distraídos com a rotina matinal.

Um frio subiu pela espinha de Malu. Algo havia acontecido, e ela não sabia o que.

Voltou para o quarto, o coração batendo descompassado.

Quando abriu o guarda-roupa, a confirmação veio: uma boa parte das roupas de Francine havia desaparecido.

A mala que ela sempre deixava no topo, pronta para qualquer viagem, também não estava.

Malu sentiu o aperto aumentar, o pensamento disparando:

"Francine… o que você está aprontando?"

Seus olhos então pousaram sobre os papéis na cama. Cartas, cuidadosamente alinhadas. Endereçadas a ela, a Dorian, a Denise… e a Natan?

O choque tomou conta. Tremendo, pegou a carta com seu nome e começou a ler.

"Amiga…" — as palavras de Francine chegaram como um sussurro do passado — "Desculpa ir embora sem me despedir, mas não podia mais ficar. Cansei de lutar contra o passado e o presente. Estou indo em busca do meu futuro. Em busca do meu sonho."

Malu engoliu em seco, o coração apertado. Continuou lendo:

"Assim que puder, mandarei notícias… mas não do meu antigo número. Joguei ele fora na primeira lixeira que encontrei, assim como fiz com meu passado. Quanto eu tiver um novo número, prometo entrar em contato, se você me prometer que não vai passar ele para mais ninguém."

A respiração de Malu ficou irregular. Cada palavra trazia a dor e a coragem da amiga.

"Deixei cartas para pessoas específicas. Se possível, queria que você entregasse por mim. A do Natan, pode deixar na portaria. Adoraria ficar e ver a cara dele quando ler, mas preciso seguir em frente."

Malu sentiu as lágrimas escorrerem, e então o trecho final chegou como um sopro de esperança misturado a dor:

"Eu te amo, desculpa pela confusão. Se tudo der certo, em breve você me verá nas capas de revistas. Me deseje sorte."

Entre soluços, Malu sussurrou, como se Francine pudesse ouvir:

— Não sei… Francine pediu pra te entregar.

Denise pegou a carta com certa hesitação, como se o simples papel tivesse mais peso do que aparentava.

Malu preferiu não esperar a reação, virou-se rapidamente e saiu, sentindo a garganta arder.

Restava apenas uma carta. A dele.

Ao voltar para a cozinha, pensou em ocupar a mente preparando o café da manhã, mas logo foi informada de que não precisava: Dorian tinha ido direto para o escritório.

Ela ficou parada por um instante, com a carta de Francine entre as mãos, refletindo se deveria entregá-la pessoalmente.

A indecisão a corroía, mas, no fundo, ela sabia que Francine teria preferido de outro jeito.

Respirou fundo, subiu até o quarto dele e, com delicadeza, pousou o envelope sobre o travesseiro.

O gesto lembrou imediatamente a noite do baile de máscaras, quando Francine havia deixado algo semelhante… e, por um instante, a lembrança quase fez Malu chorar de novo.

Fechou a porta devagar, como quem sela um segredo, e saiu em silêncio.

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