Entrar Via

Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 109

Francine desceu do avião com o coração disparado, como se cada batida denunciasse o peso da decisão que tinha tomado.

— Alô, Paris, Francine Morais chegou, vocês não perdem por esperar! — disse baixinho, enquanto descia do avião.

Paris não a recebeu com sorrisos, flores ou o charme que tantas vezes vira em filmes.

O aeroporto era barulhento, cheio de pessoas falando alto em uma língua que ela mal dominava, e por um instante, o arrependimento quase a sufocou.

Tinha mesmo sido sensato largar tudo e atravessar o oceano?

Segurando firme a mala de rodinhas, passou pela imigração e seguiu até a saída.

O frio que a envolveu logo que atravessou as portas de vidro era cortante, muito diferente do calor abafado que deixara para trás.

Puxou o casaco mais para cima e olhou ao redor, procurando um táxi.

— Taxi… hôtel, s’il vous plaît — murmurou, com seu francês hesitante, para o motorista de rosto sisudo que parou diante dela.

Ele a olhou de cima a baixo, como quem avalia a paciência que teria que gastar. Não respondeu, apenas abriu o porta-malas com um gesto seco.

Francine encolheu os ombros e colocou a mala lá dentro, tentando não se deixar abalar.

O trajeto foi silencioso. O homem não fez esforço algum para puxar conversa, e ela não tinha vocabulário suficiente para tentar.

Limitou-se a observar a cidade que se revelava pela janela: ruas largas, árvores altas, prédios elegantes, tudo iluminado por postes que pareciam guardar um charme antigo.

Apesar do desconforto, uma pontada de excitação brotou em seu peito. Ela estava mesmo ali, em Paris.

O hotel era simples, sem luxo algum, mas limpo e acolhedor. O recepcionista entregou a chave do quarto com um sorriso automático.

Assim que entrou, Francine mal teve forças para tirar os sapatos. Deixou-se cair sobre a cama estreita, vencida pelo cansaço da viagem e pelo choque do fuso horário.

Quando abriu os olhos novamente, a madrugada já avançava. O relógio marcava quase três da manhã.

Ainda atordoada, caminhou até a janela do quarto e puxou a cortina.

A vista roubou-lhe o fôlego.

Mesmo de um bairro modesto, Paris brilhava. Luzes douradas recortavam a noite, refletiam nos telhados molhados pela garoa fina e pareciam transformar a cidade inteira em um palco encantado.

“Cidade Luz”, ela pensou, finalmente entendendo o apelido.

Não conseguiu dormir de novo. Ficou sentada na beira da cama até os primeiros raios de sol surgirem, enchendo o céu de tons rosados.

Desceu para o café da manhã do hotel com croissants quentinhos, café forte e suco cítrico que a despertou de vez e depois, sem perder tempo, correu para a rua.

Seu primeiro destino não poderia ser outro: a Torre Eiffel.

Francine atravessou a praça lotada, desviando dos turistas e vendedores insistentes, até chegar ao elevador de vidro.

À medida que a estrutura metálica se afastava do chão, seu coração acelerava.

O vento gelado batia em seu rosto, mas não importava: a cada metro de altura, a sensação de conquista crescia dentro dela.

109 - Alô, Paris 1

109 - Alô, Paris 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras