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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 120

Naquela semana, Francine parecia ter engolido um motor.

Se antes já era ágil no café, agora ela estava em outro nível. Subia e descia os corredores com as bandejas, sorria para cada cliente e mal tinha tempo para respirar.

Mas, no fundo, adorava aquela sensação de estar sempre em movimento.

— Francine, desacelera um pouco, você vai desmaiar desse jeito! — o patrão ralhou um dia, quando a viu equilibrando três pratos na bandeja.

Francine soltou uma risadinha, suada, mas radiante.

— Desmaiar? Seu Pierre, eu tô é voando!

O patrão balançou a cabeça, divertido, mas satisfeito em ver que o brilho nos olhos de Francine estava voltando.

Assim que o café fechava, quando qualquer um só pensaria em cama, a esposa de Pierre, Adele, já puxava Francine pela mão:

— Vamos, a corrida nos espera!

Elas desciam as ruas frias de Paris, correndo lado a lado, as luzes da cidade refletindo no Sena.

No começo, cada passada era uma tortura. O corpo de Francine gritava, seus pés latejavam, as pernas tremiam.

Mas bastava lembrar do espelho, das agências e das portas que ainda não tinha conseguido abrir, para ela apertar o passo.

— Mais rápido, Fran! — Adele incentivava, rindo.

— Você acha que eu sou foguete? — Francine bufava, mas aumentava a velocidade.

As noites terminavam sempre da mesma forma: banho rápido, colchão macio, e o corpo inteiro doendo. Ainda assim, ela adormecia com um sorriso.

A comida também mudou. Os croissants fofinhos do café já não a tentavam tanto.

Em vez disso, ela mordiscava sanduíches naturais cuidadosamente preparados por Adele, saladas coloridas, iogurtes com frutas.

No início, resmungava.

— Adele, isso é comida de passarinho!

— Passarinho voa, não voa? — a esposa do patrão retrucava.

— Verdade. Pois eu vou voar mais alto que essas francesas! — Francine respondia, firme, mastigando sem reclamar.

Na semana seguinte, o francês de Francine já escorria como música.

Ela se sentia confiante, viva.

O café estava cheio naquela manhã quando, entre um pedido e outro, algo lhe chamou a atenção.

Na mesa do canto, duas estudantes conversavam animadamente, com livros e anotações espalhados.

Francine serviu o café delas e, sem querer, ouviu um trecho:

— …vai ser incrível, o Défilé des Arts sempre é! Este ano o casting fechou rapidinho, só gente boa.

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