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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 124

O cheiro de café fresco se espalhava pela cozinha iluminada, misturando-se ao aroma doce do pão recém-saído da torradeira.

Francine se sentou à mesa ainda com os cabelos soltos, a pele viçosa de quem vinha se cuidando com mais disciplina nas ultimas semanas.

Adele, como sempre, já estava impecável, cortando frutas em fatias delicadas para compor o prato das duas.

— Você não tem ideia de como está diferente, — disse Adele, entregando-lhe um sorriso orgulhoso. — A dieta, os exercícios… tudo isso deixou você ainda mais bonita. Não apenas bonita, mas… no padrão que qualquer agência exigente vai querer.

Francine deu uma risadinha, ajeitando a xícara entre as mãos.

— Exagero seu, Adele. Eu só estou menos descuidada, só isso.

— Não, querida, — insistiu Adele, erguendo o garfo para dar ênfase às palavras. — Você está no ponto. Se eu fosse apostar, diria que muitas daquelas francesas vão ter que se esforçar pra não ficarem na sua sombra.

O comentário fez Francine rir alto, um riso leve que contrastava com o peso que costumava carregar.

— Tomara que você esteja certa. Hoje eu não vou desfilar, mas só de estar ali, conhecer gente, observar tudo de perto… já é uma chance enorme.

Adele pousou a mão sobre a dela, com firmeza e ternura.

— Vai ser só o começo. Boa sorte hoje, minha querida.

Com o coração aquecido, Francine pegou o celular e discou o número de Juliette, a estudante que havia lhe feito o convite. A chamada foi atendida rapidamente.

— Oi, Fran! — a voz de Juliette soou animada do outro lado. — Tá pronta pro grande dia?

— Quase pronta, — respondeu, sorrindo. — Queria só confirmar o horário que você precisa que eu chegue.

— Ótimo você ter ligado. Quero você lá por volta das três da tarde, assim já ajuda nos preparativos e conhece os estilistas antes da correria.

— Perfeito. Vou estar lá. — Francine fez uma pausa e acrescentou, com um entusiasmo genuíno: — Obrigada de novo pela oportunidade, Juliette.

— O mérito é todo seu. Até mais tarde!

A ligação terminou, e Francine deixou o celular sobre a mesa, inspirando fundo. O dia prometia ser longo, mas era o tipo de exaustão que ela ansiava.

O salão onde aconteceria o desfile já estava em plena ebulição quando Francine chegou.

— Calma, respira. Tá tudo sob controle.

— Sob controle? — Juliette arqueou as sobrancelhas como se ela tivesse acabado de falar uma heresia. — Eu tenho modelos atrasadas, um estilista que ainda não chegou, uma peça que sumiu e o cenógrafo dizendo que a iluminação não tá funcionando como deveria. Isso não é sob controle, isso é um desastre!

Francine a segurou pelos ombros com leveza, o mesmo gesto que já vira muitas produtoras fazerem com nervosas de primeira viagem.

— Confia em mim. No fim sempre dá certo. É o caos antes da beleza.

Juliette suspirou, claramente dividida entre o desespero e a vontade de acreditar.

— Se você diz…

Enquanto a jovem se afastava para resolver outra emergência, Francine caminhou entre os bastidores, observando cada detalhe.

Seu coração acelerava não pela ansiedade, mas pela familiaridade.

Era como se tivesse reencontrado uma versão de si mesma que nunca desapareceu, apenas adormeceu.

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