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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 125

Francine não demorou a perceber onde poderia ser útil.

Uma modelo choramingava porque a barra do vestido havia descosturado; Juliette estava ocupada demais com o celular para notar.

Sem hesitar, Francine pegou uma caixa de costura esquecida em cima de uma mesa e se abaixou.

— Fica parada um segundo, querida — pediu com naturalidade.

Seus dedos ágeis seguraram a barra, alinhando o tecido com a precisão de quem já tinha feito isso muitas vezes.

Um ponto rápido, firme, e em menos de dois minutos a situação estava resolvida.

— Pronto, ninguém vai nem perceber.

A modelo suspirou aliviada.

— Merci…

— De rien — respondeu Francine, no mesmo tom, sem pensar.

A troca em francês não passou despercebida.

Um estilista que passava apressado parou no meio do caminho, olhando-a com surpresa.

— Vous parlez français?

Francine ergueu o olhar e sorriu.

— Oui, bien sûr.

Ele pareceu avaliá-la por um instante, antes de soltar um breve aceno, satisfeito, e seguir seu caminho.

Mas a semente estava plantada: no meio da correria, um rosto novo que não apenas resolvia problemas com calma, mas também dominava o idioma mesmo sendo estrangeira.

Pouco depois, ela ouviu um burburinho mais adiante.

Duas modelos discutiam com o maquiador porque haviam recebido ordens trocadas, uma deveria usar o batom vermelho e a outra o nude, mas ninguém sabia mais qual era qual.

Juliette se aproximava com cara de quem ia desmaiar.

Francine se colocou no meio do fogo cruzado com uma firmeza quase natural.

— Meninas, respirem. — Pegou a prancheta da mão de Juliette, folheou até encontrar as anotações rabiscadas e apontou. — É simples: você é a look 12, com vermelho. Você, look 13, nude. Pronto, acabou.

As duas se entreolharam e desistiram da discussão. O maquiador agradeceu com um sorriso cansado.

Juliette olhou para Francine como se tivesse visto um milagre.

— Como você faz parecer tão fácil?

Francine apenas deu de ombros, rindo baixo.

— Eu já estive dos dois lados.

E enquanto voltava a circular pelo backstage, a sensação de estar em casa crescia.

Não era apenas nostalgia: era competência, algo que o ambiente inteiro começava a perceber nela.

Aos poucos, com a calma e a firmeza de Francine, o caos do backstage foi se dissolvendo.

Ela organizava cabides, revisava detalhes nas araras, ajudava a conferir os looks e até lembrava modelos distraídas de manterem a postura.

O ambiente, antes sufocante, parecia finalmente respirar.

Juliette, que mal tinha parado desde a chegada, deixou escapar um suspiro de alívio.

— Sim… já desfilei… por quê?

— Quanto você calça? — Juliette disparou, sem tempo para explicações.

— Trinta e sete.

Juliette bateu palmas, decidida.

— Perfeito!

Francine arregalou os olhos.

— Perfeito? O que você está…

— Você tem exatamente doze minutos pra ficar pronta pra passarela. — Juliette declarou, já puxando-a pelo braço.

Francine tropeçou para acompanhá-la, chocada.

— O quê?! Como assim?!

— Uma modelo faltou. E eu não tenho tempo pra arrumar outra substituta. — Juliette a encarou firme, quase suplicando. — Você me ajudou muito aqui, Fran. Merece um voto de confiança. Aceita?

Francine olhou em volta, sentindo o coração disparar.

O barulho, as luzes, o movimento apressado… tudo era ao mesmo tempo assustador e familiar.

Era como se uma porta esquecida se abrisse novamente diante dela.

Ela não pensou duas vezes. Um sorriso escapou antes mesmo das palavras.

— Sim! — disse com firmeza, quase sem acreditar. — Eu aceito!

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