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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 126

Juliette não perdeu tempo; já a puxava em direção à equipe de maquiagem.

— Ótimo! Vamos, depressa, não temos um segundo a perder!

Enquanto era levada para a cadeira, Francine sentia as pernas tremerem de adrenalina.

Não de medo, mas de pura excitação.

Aquilo era tudo o que ela queria: voltar, provar que ainda podia, que o brilho não tinha se apagado.

As mãos de três pessoas a envolviam ao mesmo tempo: uma maquiadora passava pinceladas rápidas para acentuar seus traços, outra ajeitava os fios do cabelo com sprays que perfumavam o ar, e uma assistente prendia o vestido na parte de trás com uma destreza nervosa.

— Fica parada, respira fundo — dizia a maquiadora, sem levantar os olhos do trabalho.

Francine tentava obedecer, mas sentia o coração martelando como um tambor de guerra.

A cada segundo, a contagem regressiva para a entrada se aproximava do zero.

O vestido caía sobre ela como se tivesse sido feito sob medida. As mãos suavam, e a mente rodava em lembranças de outras passarelas, de quando viver disso era um sonho possível.

Mas agora, depois de tanto tempo longe, uma dúvida surgiu como uma sombra incômoda: e se ela errasse?

Respirou fundo, tentando ignorar o frio na barriga que subia até a garganta.

Podia ouvir Juliette lá no fundo, passando instruções apressadas pelo rádio, e o burburinho da plateia ansiosa ecoando além da cortina.

— Francine! — chamou uma voz, entregando-lhe os sapatos. — É a próxima!

Ela se calçou rápido, engoliu seco, e ficou de pé. As luzes fortes refletiam no tecido impecável.

O corredor estreito parecia mais longo do que deveria, como um túnel que a levaria direto para o julgamento de centenas de olhos.

Um último ajuste na barra, um borrifo de fixador no cabelo, e pronto.

Era a vez dela.

Francine fechou os olhos por um instante, e pensou: é agora ou nunca.

O som da música ecoava forte no salão, vibrando no peito como um chamado.

Atrás da cortina, Francine respirou fundo e endireitou os ombros.

O coração ainda acelerava, mas os pés, firmes dentro do salto, pareciam guiados por uma certeza maior que o medo.

O sinal veio.

Ela deu o primeiro passo e a passarela se abriu diante dela como um palco já conhecido.

Não houve hesitação: o olhar se ergueu altivo, o queixo marcado pela mesma confiança de anos atrás, e os quadris deslizaram no compasso perfeito da batida.

— Eu só… fiz o que lembrava.

— Só? — Juliette repetiu, rindo, ainda incrédula. — Você incendiou a passarela.

O tempo mal deu chance para prolongar o momento.

A chamada para a entrada final ecoou nos bastidores, e as modelos começaram a se alinhar em fila para a volta de encerramento.

Francine foi conduzida junto, sem nem ter tempo de processar tudo.

Quando retornou à passarela, ao lado das demais, a diferença era gritante.

Havia beleza em todas, claro, mas os passos de Francine tinham uma cadência distinta, uma segurança que não se imitava.

O corpo se movia como se obedecesse a uma música que só ela ouvia, uma música que parecia envolver também a plateia.

No público, avaliadores inclinavam-se discretamente para a frente, trocando comentários abafados.

Celulares surgiram aqui e ali, registrando não apenas o desfile, mas ela.

Murmúrios cresciam conforme avançavam, e era impossível não perceber os olhares que a seguiam, mesmo quando outras modelos tentavam disputar atenção.

Enquanto as luzes diminuíam para o encerramento, um burburinho tomou conta do salão, carregando a mesma pergunta entre sussurros: quem é essa mulher?

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