O sol de Paris ainda não tinha se recolhido completamente quando Lohan estacionou em frente ao apartamento de Adele para buscar Francine.
Ela apareceu na porta com um leve sorriso nervoso, segurando a alça da bolsa como se fosse um escudo.
— Boa noite, senhorita Francine — disse Lohan, abrindo a porta do carro. — Pronta para conquistar o A7?
Ela deu uma risadinha, subindo no banco ao lado dele:
— Conquistar? Acho que só estou tentando não tropeçar nas próprias pernas.
Ele riu, ajeitando o retrovisor:
— Confie em mim, ninguém tropeça aqui. E se tropeçar, pelo menos vai sair bem nas fotos.
O caminho até o estúdio foi tranquilo. Eles falaram sobre coisas leves, como cafés favoritos em Paris, pequenas descobertas que ela fizera na cidade, e algumas histórias engraçadas do backstage do desfile.
Francine se sentia estranhamente confortável, como se estivesse rindo com um amigo de longa data, e não com um fotógrafo que ela mal conhecia.
Ao chegar ao Studio A7, o espaço a impressionou.
Amplas janelas deixavam a luz natural inundar a sala, enquanto refletores estavam posicionados de forma precisa, criando ângulos perfeitos para a fotografia.
Lohan abriu a porta com um gesto teatral:
— Aqui está o seu palco, Francine. Respire fundo e aproveite cada momento.
Ela olhou em volta, fascinada, absorvendo cada detalhe do estúdio.
As paredes estavam decoradas com fotos de campanhas famosas, e tripés e câmeras organizados meticulosamente davam um ar de profissionalismo absoluto.
— Uau… — murmurou ela, ainda admirando. — É… incrível.
Ele sorriu, aproximando-se para ajudá-la a ajustar a iluminação e conferir o posicionamento dos fundos:
— Vou te mostrar algumas posições, ângulos, e depois deixamos você improvisar também. Quero capturar quem você realmente é, não apenas o que você acha que espera-se de uma modelo.
Francine sentiu um leve frio na barriga, mas ao mesmo tempo um calor confortável.
A maneira como ele conduzia tudo fazia com que ela relaxasse, mesmo sabendo que aquela noite seria intensa.
Francine entrou no estúdio com segurança, ajustando o corpo e o olhar como quem já sabia exatamente como se portar diante de uma câmera.
Cada passo, cada gesto parecia calculado de forma instintiva, resultado de anos de experiência na passarela brasileira.
Lohan levantou a câmera e não conseguiu disfarçar o interesse.
— Ah, tá elogiando pra me desarmar agora, é?
— Talvez… mas juro que é só honestidade — respondeu ele, piscando de leve, mantendo o tom divertido sem perder a compostura profissional.
Enquanto recolhiam os últimos acessórios, Lohan se aproximou para desmontar uma luz, e Francine sentiu o perfume dele por um instante mais intenso.
— Se continuar assim, vou ter que cobrar pelos efeitos colaterais do charme que você espalha por aqui — brincou ela, sorrindo de canto.
— E eu aceitaria a cobrança com prazer — retrucou ele, sem perder o tom de brincadeira, mas deixando o olhar mais fixo por um segundo a mais do que o necessário.
Eles riram, mas o ar carregava uma tensão sutil, um flerte que não precisava ser dito em palavras.
Cada gesto, cada sorriso, reforçava uma química discreta, sem comprometer a seriedade do trabalho.
— Então, sobre o aluguel do estúdio… — Francine quebrou o silêncio, retomando o tom profissional. — Eu realmente insisto em pagar. Mesmo que seja fora do seu horário, não quero me aproveitar da sua boa vontade.
Lohan ergueu uma sobrancelha, divertido.
— Está bem… mas eu ainda insisto que você só pague pelo espaço, nada mais. O resto, deixa comigo.
Francine sorriu, aceitando parcialmente o acordo, e suspirou, satisfeita com a conclusão do ensaio.

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