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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 141

Do outro lado do oceano, Malu quase deixou o celular cair da mão quando a notificação acendeu a tela. Leu a mensagem de Francine e sentiu o sangue gelar.

"Amiga, socorro."

O coração dela disparou. Em segundos já estava digitando em um turbilhão de aflição:

"Onde você tá? O que aconteceu? Precisa de ajuda? Já ligou pra polícia? Me fala o que tá acontecendo!"

Os dedos tremiam sobre a tela, e ela mal piscava, esperando a resposta como quem aguarda um diagnóstico de vida ou morte.

Malu não aguentou esperar a resposta. Apertou o botão de chamada com a respiração presa no peito.

O toque ecoava do outro lado da linha, mas Francine não atendeu.

Naquele exato momento, o celular estava largado em cima da mesinha de centro, vibrando sozinho, enquanto Francine ria com Adele, que tinha acabado de aparecer na sala quase saltitando de curiosidade.

— E então? — Adele abriu um sorriso largo, os olhos brilhando. — Conta tudo! Como foi o ensaio? Quero detalhes, fotos, fofocas, tudo!

Francine ainda estava meio zonza com o turbilhão de emoções, mas o entusiasmo da anfitrtiã era contagiante.

— Calma, uma pergunta de cada vez!

Enquanto isso, na tela esquecida do celular, o nome de Malu brilhava em letras garrafais, seguido pelo toque insistente.

Ela andava em círculos pela sala de descanso com o celular colado no ouvido.

Quando a chamada caiu na caixa postal pela terceira vez, ela jogou-se no sofá, sentindo o coração bater descompassado.

— Droga, Francine… por que você manda uma mensagem dessas e some? — murmurou, mordendo o lábio com força.

Malu largou o celular no sofá e imediatamente se levantou, andando de um lado para o outro como uma leoa presa em jaula.

Passava a mão no cabelo, puxava as pontas, depois parava de repente e arregalava os olhos.

— Sequestraram a Francine… — sussurrou, sentindo o estômago gelar. — Meu Deus, tráfico de órgãos! Pegaram ela!

Sentou-se de novo, mas logo em seguida pulou, batendo palmas no ar como se pudesse afastar os pensamentos.

Mas foi novamente tomada pelo pânico.

— Não, pior… tráfico humano! Ela é muito bonita, já devem estar mandando ela pro Sri Lanka! — levou as duas mãos à boca, os olhos quase lacrimejando.

Deu alguns passos até a janela, respirou fundo e começou a falar consigo mesma em tom quase teatral:

— Eu preciso fazer alguma coisa. Ligar pra polícia francesa? — bufou alto e revirou os olhos. — Eu nem sei falar francês! “Bonjour, minha amiga foi sequestrada!” Eles iam rir da minha cara.

Passou a mão pelo rosto com força, como se quisesse acordar.

— Pensa, Malu, pensa! Como você pode ajudar ela? — bateu o dedo contra a própria testa.

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